Brasil participa de conferência contra tabaco na Suíça

A Organização Mundial da Saúde (OMS) inicia hoje em Genebra sua primeira conferência entre os 121 governos que aderiram ao tratado de controle do tabaco. O Brasil presidiu as negociações sobre o acordo, mas só ratificou o tratado no fim do ano passado e quase ficou de fora dos debates desta semana. Para tentar combater o fumo, o governo brasileiro vem adotando uma política de aumento dos preços do cigarro, prática que é recomendada até pela OMS. Mas os instrumentos de controle do mercado não foram implementados da mesma forma e os preços altos acabaram fortalecendo o mercado paralelo no País. Em 2005, 126 milhões de unidades de cigarro foram vendidos, entre ilegais e legais. O governo brasileiro também quer obter financiamentos externos que permitam a reconversão da produção do fumo no Sul do País em outros cultivos. Um dos obstáculos para a ratificação do acordo pelo Brasil foi exatamente convencer os fumicultores de que o tratado não significaria a perda imediata de mercados. O Ministério da Agricultura defendia a ratificação somente se fosse garantido algum plano para a recoversão, porque tinha um compromisso com os produtores. Com os recursos externos, o Brasil espera poder colocar em prática programas que os ajudem a mudar de cultivo nos próximos anos para outros produtos agrícolas. A delegação do Brasil em Genebra inclui representantes do Ministério da Saúde, da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário, Justiça, do Itamaraty, além de ONGs e do Instituto Nacional do Câncer.

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