Brasil produzirá hormônios para economizar na importação

O Brasil vai produzir, a partir de 2007, dois produtos hoje importados e que custam ao orçamento nacional cerca de R$ 500 milhões por ano. Trata-se dos hormônios eritropoietina e interferon, usados em vários tratamentos, entre eles o câncer. Segundo o Ministério da Saúde, os dois itens serão fabricados pela Fundação Oswaldo Cruz. Por um acordo assinado em 2003, a instituição obteve tecnologia de laboratórios cubanos que será transferida para o Farmanguinhos, laboratório farmacêutico da Fiocruz. O ministro da Saúde, Agenor Álvares, afirmou ao Estado que a medida faz parte de um plano do governo para tenta implementar a produção local de remédios cujos custos sejam significativos no orçamento do ministério. ?Temos de dominar a tecnologia. Os acordos que fazemos com outros países irão nesse sentido?, afirmou o ministro, que está em Genebra, na Suíça, para participar de reuniões na Organização Mundial da Saúde. Segundo ele, o governo estuda a adoção de um plano para médio e longo prazos para ser auto-suficiente em remédios que hoje exigem gastos altos. Um dos produtos que será fabricado, o eritropoietina, é usado no combate à insuficiência renal. O outro, o interferon, serve para o tratamento de certos cânceres e da hepatite C. ?Vamos reduzir os preços desses produtos e não ficaremos mais nas mãos de empresas estrangeiras?, disse o ministro. Segundo Álvares, o governo completará 2006 com gastos de R$ 4,2 bilhões na compra de remédio. ?Isso significa 11% do orçamento para a Saúde?, afirmou. Apesar de o governo ter um plano para reduzir os gastos com a importação por meio da nacionalização de certos produtos, o ministro admite que não existe uma meta para os próximos anos. ?Queremos reduzir os gastos e usar o dinheiro para expandir a cobertura dos tratamentos. Mas é difícil dizer quanto tempo isso levará.?

Agencia Estado,

06 de novembro de 2006 | 07h58

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