REUTERS/Amanda Perobelli
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Chega ao Brasil o primeiro lote com 1 milhão de doses da vacina contra a covid-19 da Pfizer

Recomendação é que primeira remessa fique restrita às capitais brasileiras e, se possível, seja destinada a unidades de saúde com câmaras refrigeradas cadastradas na Anvisa

Renata Okumura, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2021 | 11h58
Atualizado 30 de abril de 2021 | 10h53

SÃO PAULO - O primeiro lote de vacinas contra a covid-19 da farmacêutica Pfizer, com 1 milhão de doses, chegou na noite desta quinta-feira, 29, ao Brasil. A aeronave com o carregamento vindo de Puurs, na Bélgica, pousou às 19h30 no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, no interior de São Paulo. O imunizante deve começar a ser distribuído para as capitais a partir desta sexta-feira, 30. 

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e o presidente regional da Pfizer para a América Latina, Carlos Murillo, estão no aeroporto para receber a carga.  Segundo o Ministério da Saúde, a remessa faz parte do acordo firmado entre a pasta e a farmacêutica em 19 de março, que totaliza 100 milhões de doses de vacinas até o fim do terceiro trimestre deste ano. 

O imunizante, que pode ser aplicado em pessoas a partir de 16 anos de idade, em duas doses, com intervalo de 21 dias entre elas, já tem registro para uso definitivo concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

Em março deste ano, a Pfizer e a BioNTech assinaram um acordo com o governo brasileiro para o fornecimento de 100 milhões de doses da ComiRNAty até o fim do terceiro trimestre de 2021, com um cronograma de doses crescente ao longo dos próximos meses.

Como será a distribuição entre Estados brasileiros

Diferentemente das vacinas de Oxford/AstraZeneca e Coronavac, a ComiRNAty, vacina da Pfizer/BioNTech contra a covid-19, exige armazenamento em baixas temperaturas de refrigeração para maior durabilidade do imunizante.

A Anvisa aprovou o transporte e armazenamento a uma temperatura de -20ºC por um período único de até duas semanas. A mesma autorização já havia sido concedida nos Estados Unidos pela Food and Drug Administration (FDA), equivalente à Anvisa no Brasil. 

Além disso, a vacina possui um prazo de validade de seis meses quando armazenada em temperatura de -75°C. A Pfizer disse ainda que desenvolveu uma embalagem inovadora em caixas nas quais o armazenamento da vacina a -75ºC pode se dar por 30 dias, desde que adequadamente preenchida com gelo seco. 

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A ComiRNAty pode ainda permanecer em refrigerador comum (entre 2º e 8ºC) por até cinco dias. “Essa nova autorização para o armazenamento de nossa vacina contra a covid-19 contribuirá para a logística de vacinação com o imunizante em um País de dimensões continentais como o Brasil”,  afirma Márjori  Dulcine, diretora médica da Pfizer Brasil.

Segundo o Ministério da Saúde, a logística de distribuição das doses levará em conta as baixas temperaturas de refrigeração das doses, que chegarão ao Brasil armazenadas em caixas a uma temperatura de -70°C

A distribuição para as 27 capitais do País deve ser iniciada entre esta sexta-feira, 30, e sábado, 1º, em uma divisão proporcional e igualitária.

Recebendo as vacinas armazenadas entre -25°C e -15°C, os Estados poderão conservá-las por até 14 dias. "Por este motivo, a distribuição desse lote inicial será feita em duas etapas: primeiramente, serão enviadas aos Estados e Distrito Federal as vacinas destinadas para a primeira dose (500 mil). Uma semana depois, as Unidades Federativas receberão os lotes para segunda dose (500 mil), respeitando o intervalo de aplicação entre uma dose e outra", afirma a pasta.

Em razão do curto espaço de tempo, a recomendação é que essa primeira remessa com as doses da Pfizer fique restrita às capitais e, se possível, ocorra em unidades de saúde que possuam câmaras refrigeradas cadastradas na Anvisa.

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