Oli Scarff/AFP
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Brasil recebe neste domingo primeira remessa de vacinas da Covax Facility

Segundo o Ministério da Saúde, a chegada está prevista para as 18h, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Neste primeiro lote, são mais de 1 milhão de doses do imunizante AstraZeneca/Oxford

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de março de 2021 | 11h21

O Brasil irá receber neste domingo, 21, a primeira remessa de vacinas adquiridas por meio do consórcio global Covax Facility. Segundo o Ministério da Saúde, a chegada está prevista para as 18h, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Neste primeiro lote, são 1.022.400 doses do imunizante AstraZeneca/Oxford, com fabricação na Coreia do Sul. Mais 1,9 milhão de doses devem chegar ao país até o final deste mês.

O acordo do Brasil com o consórcio prevê 42 milhões de doses. O Covax Facility é uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Coalizão para Promoção de Inovações em prol da Preparação para Epidemias (CEPI) e da Aliança Mundial para Vacinas e Imunização (Gavi), em parceira com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Ainda segundo o Ministério da Saúde,  o cronograma inicial, sujeito a alterações, prevê 2,9 milhões de doses em março e outras 6,1 milhões até maio.

Diretriz.

Criticado pela demora no ritmo de vacinação contra a covid-19 no País, o governo federal emitiu no sábado, 20, nova diretriz para priorizar a aplicação das primeiras doses à população, sem guardar a segunda dose necessária para complementar a imunização. Até agora, a orientação era reservar metade das vacinas para aplicação das segundas doses dentro do período recomendado.

A nova orientação foi feita em um informe técnico do Ministério da Saúde no qual a pasta anunciou a distribuição de mais 3,99 milhões de vacinas da Sinovac/Instituto Butantan e mais 1 milhão da AstraZeneca/Fiocruz entre os 26 Estados e o Distrito Federal. Todas essas vacinas serão aplicadas como primeiras doses.

Essa mudança diz respeito à Coronavac, cuja segunda dose deve ser aplicada em até quatro semanas para completar o esquema vacinal. As vacinas da Oxford/Astrazeneca, por sua vez, já vinham sendo aplicadas sem reserva, devido ao intervalo possível de até quatro meses entre a primeira e a segunda doses. 

 

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