Arte sobre foto de Alissa Eckert, MS; Dan Higgins, MAM/CDC/via REUTERS
Arte sobre foto de Alissa Eckert, MS; Dan Higgins, MAM/CDC/via REUTERS

Brasil registra 1.114 mortes por covid-19 e 122 mil novos casos em 24 h

Número de novas infecções nas últimas 24 h foi de 122.748, fazendo o País ultrapassar os 28 milhões de casos em toda a pandemia. Mortes continuam acima de mil e média móvel de óbitos fica em 835

Luiz Henrique Gomes, especial para o Estadão

18 de fevereiro de 2022 | 20h05

O Brasil registrou 1.114 novas mortes pela covid-19 nesta sexta-feira, 18. A média semanal de vítimas, que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, caiu nas últimas 24 horas e ficou em 835. O número médio de óbitos está acima de 800 desde o dia 8 de fevereiro.

O número de novas infecções pelo coronavírus nesta sexta foi de 122.748, valor inferior à média registrada diariamente durante a semana passada. A média móvel de casos está em 110.312, a menor marca desde o dia 19 de janeiro, há praticamente um mês. O número médio cai desde o dia 4 fevereiro, há 15 dias.

Esta é a sétima vez neste mês de fevereiro que o País tem mais de mil mortes notificadas por covid-19 em 24 horas. A primeira vez foi no dia 4 de fevereiro, com 1.074 mortes. Antes desta data, a última vez que o Brasil havia chegado a este patamar tinha sido em agosto.

Segundo o infectologista Carlos Magno Fortaleza, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp)​, a queda da média móvel de casos é um sinal de que a Ômicron já atingiu o pico e agora começa a decair. Ao contrário de ondas anteriores, causadas por outras cepas, esta se mostrou mais rápida em todos os países devido à alta transmissibilidade da variante Ômicron. "Já era uma previsão que tínhamos, com base no que vimos no Reino Unido e na África do Sul", declarou o especialista. A expectativa é que o número de mortes também decaia nas próximas semanas, pelo número menor de pessoas doentes.

Apesar da queda, Carlos Magno afirma que não é hora de otimismo com a pandemia, devido às surpresas surgidas nos últimos dois anos e ao número elevado de mortes absolutas atual. A própria Ômicron é vista como uma, já que se disseminou rapidamente no País e elevou o número de mortes mesmo com a vacinação em massa de 70% da população. Uma das características diferentes que o Brasil pode enfrentar com relação aos outros países, por exemplo, é um platô (estabilização de casos em alta) mais longo. "Por ser um país de tamanho continental, a pandemia vive momentos diferentes em diversos lugares do País, o que pode dificultar a queda de casos", avaliou.

No total, o Brasil tem 643.111 mortos e 28.064.224 casos da doença. Os dados diários do Brasil são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20h. Segundo os números do governo, 23.783.443 pessoas estão recuperadas da covid-19.

O Estado que mais registrou mortes nesta sexta-feira foi São Paulo, com 280 mortes. Em seguida, aparece o Rio de Janeiro, com 158 mortes, e Minas Gerais, com 129 óbitos. Roraima foi o único Estado a não atualizar os registros.

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

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