Arte sobre foto de Alissa Eckert, MS; Dan Higgins, MAM/CDC/via REUTERS
Arte sobre foto de Alissa Eckert, MS; Dan Higgins, MAM/CDC/via REUTERS

Brasil registra 1.129 mortes por covid-19 nas últimas 24 h; média móvel de casos continua em queda

País supera marca de mil mortes pela sexta vez neste mês de fevereiro, depois de seis meses com números inferiores. Média móvel de novos casos chega a 116.566 e completa duas semanas consecutivas em queda

Luiz Henrique Gomes, especial para o Estadão

17 de fevereiro de 2022 | 20h00

O Brasil registrou 1.129 novas mortes pela covid-19 nesta quinta-feira, 17. A média semanal de vítimas, que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, voltou a crescer depois de dois dias de queda e ficou em 841. O número médio de óbitos está acima de 800 desde o dia 8 de fevereiro.

O número de novas infecções pelo coronavírus nesta quinta-feira foi de 129.266, valor inferior à média registrada diariamente durante a semana passada. A média móvel de casos está em 116.566, a menor marca desde o dia 20 de janeiro. O número médio cai desde o dia 4 de fevereiro, completando duas semanas de queda nesta quinta.

Esta é a sexta vez neste mês de fevereiro que o País tem mais de mil mortes notificadas por covid-19 em 24 horas. Os outros registros aconteceram nos dias 4 (1.074 mortes), 8 (1.174), 9 (1.295), 11 (1.121) e nesta quarta-feira, 16 (1.046 mortes). Antes do dia 4, a última vez que o Brasil havia chegado a este patamar tinha sido em agosto.

Segundo o infectologista Carlos Magno Fortaleza, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp)​, a queda da média móvel de casos é um sinal de que a Ômicron já atingiu o pico e agora começa a decair. Ao contrário de ondas anteriores, causadas por outras cepas, esta se mostrou mais rápida em todos os países devido à alta transmissibilidade da variante Ômicron. "Já era uma previsão que tínhamos, com base no que vimos no Reino Unido e na África do Sul", declarou o especialista. A expectativa é que o número de mortes também decaia nas próximas semanas, pelo número menor de pessoas doentes.

Apesar da queda, Carlos Magno afirma que não é hora de otimismo com a pandemia, devido às surpresas surgidas nos últimos dois anos e ao número elevado de mortes absolutas atual. A própria Ômicron é vista como uma, já que se disseminou rapidamente no País e elevou o número de mortes mesmo com a vacinação em massa de 70% da população. Uma das características diferentes que o Brasil pode enfrentar com relação aos outros países, por exemplo, é um platô (estabilização de casos em alta) mais longo. "Por ser um país de tamanho continental, a pandemia vive momentos diferentes em diversos lugares do País, o que pode dificultar a queda de casos", avaliou.

No total, o Brasil tem 641.997 mortos e 27.941.476 casos da doença. Os dados diários do Brasil são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20h. Segundo os números do governo, 23.783.443 pessoas estão recuperadas da covid-19.

O Estado que mais registrou mortes nesta quinta-feira foi São Paulo, com 352 mortes. Em seguida, aparece Minas Gerais, com 144 óbitos; Bahia, com 99 novos óbitos; e Rio de Janeiro, com 86. Rondonia foi o único Estado a não atualizar os registros.

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

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