Arte sobre foto de Alissa Eckert, MS; Dan Higgins, MAM/CDC/via REUTERS
Arte sobre foto de Alissa Eckert, MS; Dan Higgins, MAM/CDC/via REUTERS

Brasil registra 165 novas mortes por coronavírus nas últimas 24 horas

São 2.678 novos casos confirmados da covid-19 de ontem para hoje no país; informações são do Ministério da Saúde

André Borges e Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

22 de abril de 2020 | 15h56

O Brasil registrou nesta quarta-feira, 22, 165 novas mortes provocadas pelo novo coronavírus e 2.678 novos casos da doença nas últimas 24 horas, segundo informações do Ministério da Saúde . A taxa de letalidade está em 6,4%. 

Com isso, em todo o País, o número de mortes de pessoas infectadas pelo novo coronavírus chegou a 2.906, com um total de 45.757 casos confirmados. O boletim médico foi fechado às 15h30. Até terça-feira, o número total era de 2.741 vítimas fatais e 43.079 casos confirmados.

São Paulo, que concentra a maior parte das contaminações e mortes, registra 15.914 casos e 1.134 mortes. Rio de Janeiro tem 5.552 casos confirmados e 490 mortos, seguido pelo Ceará, com 3.910 casos e 233 mortos, e Amazonas, que registra 2.479 casos e 207 mortos.

Manaus (AM) é hoje o local com maior dificuldade de atendimento a doentes, com o sistema de saúde em colapso e abertura de trincheiras em cemitérios para o enterro de pessoas.

 

Isolamento Social

Embora o país ainda não tenha atingido o pico da doença, ao menos sete Estados – Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Espírito Santo, Paraíba, Sergipe e Tocantins – e o Distrito Federal já afrouxaram desde a semana passada o isolamento social, imposto para conter o avanço do novo coronavírus.

Além desses, outros Estados já planejam a reabertura gradual da economia após a quarentena. No Rio, o governador Wilson Witzel (PSC) debate amanhã possível flexibilização. No início do mês, ele havia retirado restrições para 30 cidades que não registravam casos. 

Em São Paulo, o governador João Doria (PSDB) anunciou hoje, durante coletiva de imprensa, a reabertura gradual da economia em algumas cidades do Estado, sob o "Plano São Paulo", a partir do próximo dia 11, mas afirmou que a quarentena em vigor no Estado poderá ser prorrogada para depois dessa data.

"Não estamos dizendo que vamos deixar de ter quarentena depois de 10 de maio. Teremos o Plano São Paulo, que vai estabelecer áreas, setores, que poderão ser distendidos, e outros não. É bom deixar claro que não estamos dizendo aqui que depois de 10 de maio não teremos quarentena", afirmou Doria.

Pico

O Ministério da Saúde tem estimado que o pico das contaminações deve ocorrer entre maio e junho. Era essa, pelo menos, a avaliação que se tinha até a chegada do novo ministro da pasta, Nelson Teich.

Desde que assumiu o comando do ministério, Teich ainda não concedeu nenhuma entrevista coletiva e tem se limitado a fazer algumas declarações enviadas por meio de redes sociais. Na semana passada, quando  chegou ao posto, disse que estava 100% alinhado com o que defende o presidente Jair Bolsonaro, que pede o fim do isolamento social e o retorno das atividades econômicas.

Teich, que chegou a defender e elogiar as medidas de isolamento adotadas pelo ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, ainda não disse claramente o que pretende fazer a respeito.

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