Arte sobre foto de Alissa Eckert, MS; Dan Higgins, MAM/CDC/via REUTERS
Arte sobre foto de Alissa Eckert, MS; Dan Higgins, MAM/CDC/via REUTERS

Brasil registra 2.244 mortes pela covid-19 em 24h e média móvel fica em 2.279

Alguns Estados têm problema no registro dos números do dia e acreditam em "represamento" de óbitos

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2021 | 20h12

O Brasil registrou 2.244 novas mortes pela covid-19 nesta quarta-feira, 24. A média móvel semanal de vítimas, que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, ficou em 2.279 e pela primeira vez não superou a marca do dia anterior no mês de março. Com os números do dia, o País superou a marca de 300 mil mortes por coronavírus.

Os números nesta quarta-feira poderiam ter sido maiores não fosse uma mudança de preenchimento dos dados no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe). O Ministério da Saúde criou novos campos obrigatórios e isso provocou lentidão no fornecimento dos dados. Mais tarde, a Pasta recuou ao modelo anterior, mas alguns Estados, como São Paulo, divulgaram seus dados diários com possíveis subnotificações em alguns municípios. A tendência é que nesta quinta-feira os números voltem a ficar mais altos.

No balanço divulgado nesta quarta-feira pelo consórcio de imprensa, o número de novas infecções notificadas foi de 90.504. No total, o Brasil tem 301.087 mortos e 12.227.179 casos da doença, a segunda nação com mais registros, atrás apenas dos Estados Unidos. Só que nos últimos dias os números brasileiros são os piores do mundo, seja em óbitos ou em casos, o que evidencia o agravamento da pandemia.

Com transmissão descontrolada do vírus, o País tem visto o colapso de várias redes hospitalares, com morte de pacientes na fila por leito e falta de remédios para intubação. Governadores e prefeitos têm recorrido a restrições ao comércio e até ao lockdown para frear o vírus. Já o presidente Jair Bolsonaro continua como forte crítico das medidas de isolamento social, recomendadas por especialistas, e afirma temer efeitos negativos na economia.

Os dados diários do Brasil são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20h. Segundo os números do governo, 10.689.646 pessoas estão recuperadas.

Com represamento de dados, São Paulo teve números bem abaixo do que atingiu no dia anterior, quando 1.021 mortes foram registradas. Nesta quarta-feira, o Estado registrou 281 óbitos por covid-19 nas últimas 24 horas. Outros X Estados também passaram a barreira de 100 óbitos no dia: Minas Gerais (374), Rio Grande do Sul (249), Paraná (173), Bahia (135).

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

Nesta quarta-feira, o Ministério da Saúde informou que foram registrados 89.992 novos casos e mais 2.009 mortes pela covid-19 nas últimas 24 horas. No total, segundo a pasta, são 12.220.011 pessoas infectadas e 300.685 óbitos. Os números são diferentes do compilado pelo consórcio de veículos de imprensa principalmente por causa do horário de coleta dos dados.

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