TIAGO QUEIROZ / ESTADÃO
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Com recorde de novos casos, Brasil registra 2.449 mortes em 24h e se aproxima de 500 mil óbitos

Média de óbitos é 24% maior do que há duas semanas; ritmo insuficiente de vacinação e relaxamento de distanciamento social agravam pandemia

Felipe Resk, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2021 | 20h00
Atualizado 18 de junho de 2021 | 20h27

Com recorde de novos casos confirmados em um único dia, o Brasil registrou 2.449 novos óbitos por covid-19 nas últimas 24, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa nesta sexta-feira, 18. Com isso, o País já se aproxima de 500 mil perdas durante a pandemia. 

Ao todo, são 498.621 mortes por coronavírus no País desde o início da crise sanitária. De acordo com o balanço, a média móvel de óbitos, que corrige distorções entre dias úteis e fim de semana, está em tendência de alta e subiu pelo oitavo dia consecutivo. Nesta sexta, o índice foi de 2.039 - ou 24%% maior comparado a 14 dias atrás. Este é o maior aumento desde o dia 4 de abril.

Nas últimas 24 horas, o Brasil também notificou 98.135 novos casos da doença, o maior número já registrado na pandemia. Até então, a maior marca havia sido no dia 25 de março, com 97.586 diagnósticos.

Já o total acumulado é de 17.802.176 casos da doença. Para esse indicador, também em tendência de crescimento, a média móvel é de 71.565, o que representa um incremento de 15% em relação há duas semanas.

Segundo especialistas, o ritmo insuficiente da vacinação, aliado ao relaxamento precoce das medidas de distanciamento social, contribuem para o País ter uma nova alta de infectados. Em alguns locais, o crescimento de casos e lotação em hospitais têm feito governos decretarem medidas mais rígidas de restrição. 

Os dados diários do Brasil são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20h. O levantamento é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde 8 de junho do ano passado, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal.

A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados. Nesta sexta, o Ministério da Saúde informa que 16.136.968 pessoas se curaram da doença é há 1.165.995 em recuperação.

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