Arte sobre foto de Alissa Eckert, MS; Dan Higgins, MAM/CDC/via REUTERS
Arte sobre foto de Alissa Eckert, MS; Dan Higgins, MAM/CDC/via REUTERS

Brasil registra 2.517 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas e mantém patamar elevado de óbitos

Média semanal de vítimas do coronavírus fica em 1.953 e sobe pelo terceiro dia seguido após mais de duas semanas de queda

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2021 | 20h01

O Brasil registrou 2.517 novas mortes pela covid-19 nesta terça-feira, 18. A média semanal de vítimas, que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, subiu pelo terceiro dia seguido e ficou em 1.953.

A média móvel de óbitos vinha numa sequência grande de quedas durante este mês de maio, mas no domingo houve uma pequena alta (1.915, contra 1.910 do número registrado no dia anterior), na segunda chegou a 1.918 e agora subiu mais um pouco, atingindo 1.953 - parte desse aumento se deve a 107 registros de mortes do Piauí nesta data relativos aos meses de março e abril. Mas mesmo que se desconte esse número, a média móvel continuaria subindo, mas um pouco menos (ficaria em 1.938).

Ainda não dá para saber se isso é reflexo da flexibilização das medidas restritivas em muitos lugares ou por causa de recentes aglomerações pelo feriado do Dia do Trabalho ou pelo Dia das Mães. Um dado que deixa o alerta ligado é que a taxa de ocupação dos leitos de UTI para covid-19 cresceu 7,5% desde o final de abril na rede hospitalar privada do Estado de São Paulo. Pesquisa do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios (SindHosp), realizada entre 11 e 17 de maio, mostrou que 85% dos hospitais já têm ocupação superior a 80%.

Com transmissão descontrolada do vírus, o País tem visto o colapso de várias redes hospitalares, com morte de pacientes na fila por leito e falta de remédios para intubação. Governadores e prefeitos têm recorrido a restrições ao comércio e até ao lockdown para frear o vírus. Já o presidente Jair Bolsonaro continua como forte crítico das medidas de isolamento social, recomendadas por especialistas, e afirma temer efeitos negativos na economia.

Nesta terça-feira, o número de novas infecções notificadas foi de 74.379. No total, o Brasil tem 439.379 mortos e 15.735.485 casos da doença, a segunda nação com mais registros de óbitos, atrás apenas dos Estados Unidos. Os dados diários do Brasil são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20h. Segundo os números do governo, 14.247.609 pessoas estão recuperadas.

O Estado de São Paulo registrou nesta terça-feira um número alto de mortes por coronavírus, totalizando 810. Outros seis Estados também superaram a barreira de 100 óbitos no dia: Rio de Janeiro (289), Rio Grande do Sul (177), Paraná (155), Piauí (121), Santa Catarina (119) e Ceará (100). Vale ressaltar que os números do Piauí incluem 107 óbitos dos meses de março e abril que foram inseridos apenas hoje, então os registros desta terça seriam apeas 14 óbitos segundo a assessoria de comunicação do governo do Estado.

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

Nesta terça-feira, o Ministério da Saúde informou que foram registrados 75.445 novos casos e mais 2.513 mortes pela covid-19 nas últimas 24 horas. No total, segundo a pasta, são 15.732.836 pessoas infectadas e 439.050 óbitos. Os números são diferentes do compilado pelo consórcio de veículos de imprensa principalmente por causa do horário de coleta dos dados.

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