Arte sobre foto de Alissa Eckert, MS; Dan Higgins, MAM/CDC/via REUTERS
Arte sobre foto de Alissa Eckert, MS; Dan Higgins, MAM/CDC/via REUTERS

Brasil registra 420 mortes por covid-19 em 24 horas e média móvel de óbitos vai a 767

Média móvel de vítimas cresce pelo 26º dia consecutivo e chega a 767 neste domingo; avanço da Ômicron causou explosão de infectados e agora faz crescer quantidade de óbitos

Luiz Henrique Gomes, especial para o Estadão

06 de fevereiro de 2022 | 20h17

O Brasil registrou 420 novas mortes pela covid-19 neste domingo, 6. A média semanal de vítimas, que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, continua em alta pelo 26º dia consecutivo e ficou em 767. Após causar uma explosão de infectados, a variante Ômicron do coronavírus é responsável agora por fazer subir a quantidade de internados e vítimas. 

A última vez que houve uma queda na média móvel de óbitos foi no dia 11 de janeiro, quando passou de 128 para 122. Desde então, ela cresceu mais de 500%.

Já o número de novas infecções notificadas neste domingo foi de 64.591. A média móvel de casos caiu nas últimas 24 horas e é de 169.301. Neste sábado, 5, a média havia chegado a 174.933.

Após causar explosão de casos, a variante Ômicron, mais contagiosa, tem aumentado a quantidade de internados e mortos pelo País. Médicos recomendam reforçar os cuidados, como uso de máscara e evitar aglomerações. Na sexta-feira, o País voltou a registrar mais de mil mortos em 24 horas, depois de cinco meses com a marca de óbitos inferior a esse número.

No total, o Brasil tem 632.289 mortos e 26.536.597 casos da doença. Os dados diários do Brasil são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20h.


Os Estados que mais registraram mortes nas últimas 24 horas foram Minas Gerais (114), Ceará (75)São Paulo (53). O Distrito Federal não atualizou os dados pelo segundo dia consecutivo. Além do DF, Roraima também não registrou os novos dados neste domingo.

A explosão de casos é vista como efeito da Ômicron, apontada desde que foi detectada, em novembro, como mais transmissível. Especialistas afirmam que esse fator se alia ao relaxamento das medidas de distanciamento social em todo o País. 

Apesar de considerada menos letal, a variante Ômicron do coronavírus fez a média móvel de mortes pela doença aumentar 566% no último mês, saltando de 98 para 653 óbitos diários nesta quarta-feira, 2. Essa quantidade permanece distante dos registrados no primeiro semestre de 2021, quando o País chegou a ter 4 mil mortes diárias e uma média móvel de 3.125 óbitos.

Mesmo com 70% da população brasileira imunizada com duas doses ou a vacina de aplicação única, o contágio alto da cepa aumentou as internações. Gestores de saúde afirmam que a maioria dos quadros graves são de idosos, pessoas com comorbidades e não vacinados.

Em números proporcionais, a letalidade da covid-19 diminuiu - ou seja, hoje há mais pessoas se infectando do que no ano passado e menos morrendo. Entretanto, infectologistas alertam para o fato de o número de casos ser muito grande e, portanto, a proporção de mortes poder gerar uma quantidade absoluta de vítimas alta.

Segundo a Fiocruz, nove dos 27 Estados brasileiros estão com ocupação de leitos de UTI superior a 80% por causa do número de internados com covid-19. São eles: Piauí (87%), Rio Grande do Norte (86%), Pernambuco (88%), Espírito Santo (83%), Mato Grosso do Sul (103%), Goiás (91%), Distrito Federal (97%), Amazonas (80%) e Mato Grosso (91%).

Outros nove Estados estão com o nível de ocupação de leitos considerado intermediário pela Fiocruz (entre 60% e 79% de ocupação). O restante está abaixo desta faixa.

Os pesquisadores do Observatório da Fiocruz chamam a atenção para o crescimento das taxas de ocupação de maneira significativa nos Estados. Algumas capitais, porém, apresentam mais estabilidade ou mesmo queda. Para os pesquisadores, isso parece indicar a interiorização da variante Ômicron. 

”Insistimos que é fundamental empreender esforços para avançar na vacinação, incluindo-se a exigência do passaporte vacinal”, diz o documento do Observatório Covid-19 Fiocruz. “É também fundamental controlar a disseminação da covid-19, com maior rigor na obrigatoriedade de uso de máscaras em locais públicos, e campanhas para orientar a população sobre o autoisolamento ao apresentarem sintomas, evitando a transmissão intradomiciliar entre outras.”

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.