Arte sobre foto de Alissa Eckert, MS; Dan Higgins, MAM/CDC/via REUTERS
Arte sobre foto de Alissa Eckert, MS; Dan Higgins, MAM/CDC/via REUTERS

Brasil registra 449 mortes por coronavírus e recorde de casos nas últimas 24 horas

São 6.276 novos casos da doença registrados de ontem para hoje no Brasil; informações são do Ministério da Saúde

André Borges e Júlia Lindner, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2020 | 17h06

BRASÍLIA - O Brasil registrou 449 mortes decorrentes do novo coronavírus nas últimas 24 horas, segundo dados atualizados nesta quarta-feira, 29, pelo Ministério da Saúde. Com isso, o total oficial de vítimas da covid-19 no País chegou a 5.466, e a taxa de letalidade está em 7%.

O número de casos confirmados da doença passou de 71.886 para 78.162, indicando 6.276 novos casos registrados nas últimas 24 horas. Trata-se do maior aumento do número de casos confirmados de um dia para o outro desde o primeiro registro da doença no País.  

Do total de casos registrados oficialmente até agora, há 34.132 (44%) pacientes que se recuperaram da doença. Além das mortes confirmadas, há outros 1.452 óbitos que ainda estão em investigação. 

São Paulo segue como o Estado mais afetado pela doença, com 2.247 mortes e 26.158 casos confirmados de covid-19. Logo em seguida, em número de mortes, vêm Rio de Janeiro (794 mortes, 8.869 casos), Pernambuco (538 mortes, 6.194 casos), Ceará (441 mortes, 7.267 casos) e Amazonas (380 mortes, 4.801 casos).

O governo tem prometido acelerar o número de testes de covid-19 da população. A promessa é fazer 46,2 milhões de testes até setembro, sendo 24,2 milhões de testes moleculares, que são mais precisos, e 22 milhões de testes rápidos. Até hoje, porém, apenas 1,6 milhões de testes moleculares e 3,1 milhões de testes rápidos foram feitos. 

O Ministério da Saúde admitiu hoje que não vai mais receber uma remessa de 15 mil respiradores mecânicos que havia comprado da China. O calote foi reconhecido pelo governo, que promete 14.100 unidades de equipamentos produzidos pela indústria nacional. 

O governo afirmou que habilitou 2.232 de leitos de UTI adultos e 26 de uso pediátrico. Esses leitos receberam, em parcela única, R$ 327,1 milhões de custeio para os próximos três meses. Até o momento, foram atendidos 21 Estados.

Sobre a distribuição de insumos, o Ministério da Saúde informou que foram entregues 79 milhões de equipamentos de proteção individual para profissionais de saúde, dos quais são 25,9 milhões de máscaras, 35 milhões de luvas e 13,1 milhões de toucas, entre outros itens. 

Nas contas do governo, os repasses do governo federal realizados até agora chegam a R$ 4,5 bilhões em repasses de equipamentos de segurança individual, testes e leitos para os Estados.

Com a escalada da epidemia no País, o ministro da Saúde, Nelson Teich, admitiu na terça-feira, 28, o agravamento da crise do novo coronavírus, mas silenciou sobre a campanha permanente do presidente Jair Bolsonaro para acabar com medidas de isolamento social, que são recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e foram adotadas em diversos países. 

Nesta quarta-feira, rodeado por parlamentares do PSL, com os quais se reuniu mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro acusou a imprensa de "mentir" ao dar destaque a uma declaração dele na véspera, quando respondeu com um "e daí?" ao ser questionado sobre o número de mortes pela covid-19 no País.

"E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre", respondeu o presidente ao ser questionado na noite de ontem sobre os números.

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