Arte sobre foto de Alissa Eckert, MS; Dan Higgins, MAM/CDC/via REUTERS
Arte sobre foto de Alissa Eckert, MS; Dan Higgins, MAM/CDC/via REUTERS

Brasil registra 610 mortes por coronavírus nas últimas 24 horas, segundo Ministério da Saúde

São 9.888 novos casos confirmados da covid-19 de ontem para hoje; País já tem 135.106 casos ao todo

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de maio de 2020 | 19h08

BRASÍLIA - O Brasil registrou 610 mortes decorrentes do novo coronavírus nas últimas 24 horas, segundo atualização feita pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira, 7. Com isso, o total oficial de vítimas da doença no País subiu de 8.536 para  9.146.

Trata-se do terceiro dia consecutivo em que o País atinge a marca de 600 novos registros de óbito pela covid-19. Ontem, foram 615 mortes registradas, que se somaram às 600 mortes registradas na terça. Segundo dados desta quinta-feira compilados pela organização Worldometers, que utiliza fontes oficiais de cada país e faz estatísticas sobre a doença, o Brasil foi o segundo país com mais registros novos de morte, atrás apenas dos Estados Unidos. 

O número oficial de casos confirmados da covid-19 no País passou de 125.218 para 135.106, sendo 9.888 novos casos registrados entre ontem e hoje. Considerando essa atualização, o País ultrapassou a Turquia em número de casos, que, segundo levantamento da universidade Johns Hopkins, contabilizava até as 19h20 desta quinta 133.721 casos confirmados da doença, na posição de 8º país do mundo neste ranking.

O Estado mais afetado pela doença é São Paulo, com 39.928 casos confirmados e 3.206 óbitos. Em seguida, vêm Rio de Janeiro (14.156 casos, 1.394 óbitos), Ceará (13.888 casos, 903 óbitos), Pernambuco (10.824 casos, 845 mortes) e Amazonas (10.099 casos, 806 óbitos). 

Autoridades sanitárias, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), alertam que as medidas de isolamento social são a melhor forma de evitar a propagação rápida da covid-19 e o colapso do sistema hospitalar. No Brasil, o Ministério da Saúde prevê que o pico da doença deve ser atingido entre maio e julho e, enquanto o número de mortos pela doença no País vem numa crescente, o presidente Jair Bolsonaro tem adotado um discurso de flexibilização das medidas restritivas.  

Nesta quinta-feira, 7, Bolsonaro se reuniu com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e, acompanhado de ministros e empresários,  fez pressão para que as medidas restritivas nos Estados sejam amenizadas. Ele anunciou que assinaria um decreto para ampliar a quantidade de atividades essenciais em meio à pandemia do novo coronavírus.

A ampliação da lista de serviços e atividades considerados essenciais foi publicada no "Diário Oficial da União" (DOU) desta quinta-feira, 7, e já está em vigor.  Além da construção civil, que Bolsonaro havia anunciado mais cedo, o texto inclui na lista de atividades essenciais atividades industriais, obedecidas as determinações do Ministério da Saúde​; indústrias químicas e petroquímicas de matérias primas ou produtos de saúde, higiene, alimentos e bebidas; e produção, transporte e distribuição de gás natural​. 

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