Arte sobre foto de Alissa Eckert, MS; Dan Higgins, MAM/CDC/via REUTERS
Arte sobre foto de Alissa Eckert, MS; Dan Higgins, MAM/CDC/via REUTERS

Brasil registra 800 mortes por covid-19 em 24 h e média móvel de óbitos vai a 747

Média móvel de vítimas cresce pelo 25º dia consecutivo e chega a 747 neste sábado; avanço da Ômicron causou explosão de infectados e agora faz crescer quantidade de óbitos

Luiz Henrique Gomes, especial para o Estadão

05 de fevereiro de 2022 | 20h03

O Brasil registrou 800 novas mortes pela covid-19 neste sábado, 5. A média diária de vítimas, que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, ficou em 747. Trata-se do 25º dia consecutivo que a média móvel de óbitos cresce. Após causar uma explosão de infectados, a variante Ômicron do coronavírus é responsável agora por fazer subir a quantidade de internados e vítimas. 

Já o número de novas infecções notificadas neste sábado foi de 152.973, após dois dias registrando mais de 200 mil casos. A média móvel de casos é de 174.933. Na segunda-feira, a média móvel de casos havia chegado a 188.451, o maior número desde o início da pandemia.

A última vez que houve queda na média móvel de óbitos do País foi no dia 11 de janeiro, quando passou de 128 para 122. Desde então, ela cresceu 512%. Após causar explosão de casos, a variante Ômicron, mais contagiosa, tem aumentado a quantidade de internados e mortos pelo País.

Médicos recomendam reforçar os cuidados, como uso de máscara e evitar aglomerações. Nesta sexta-feira, o País voltou a registrar mais de mil mortos em 24 horas, depois de cinco meses com a marca de óbitos inferior a esse número.

No total, o Brasil tem 631.869 mortos e 26.472.066 casos da doença. Os dados diários do Brasil são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20h.


Os Estados que mais registraram mortes nas últimas 24 horas foram São Paulo (294), Minas Gerais (99) e Rio de Janeiro (81). Já o Distrito Federal não atualizou os dados neste sábado.

Apesar de considerada menos letal, a variante Ômicron do coronavírus fez a média móvel de mortes pela doença aumentar 566% no último mês. Essa quantidade permanece distante dos registrados no primeiro semestre de 2021, quando o País chegou a ter 4 mil mortes diárias e uma média móvel de 3.125 óbitos.

Mesmo com 70% da população brasileira imunizada com duas doses ou a vacina de aplicação única, o contágio alto da cepa aumentou as internações. Gestores de saúde afirmam que a maioria dos quadros graves são de idosos, pessoas com comorbidades e não vacinados.

Em números proporcionais, a letalidade da covid-19 diminuiu - ou seja, hoje há mais pessoas se infectando do que no ano passado e menos morrendo. Entretanto, infectologistas alertam para o fato de o número de casos ser muito grande e, portanto, a proporção de mortes poder gerar uma quantidade absoluta de vítimas alta.

Segundo a Fiocruz, nove dos 27 Estados brasileiros estão com ocupação de leitos de UTI superior a 80% por causa do número de internados com covid-19. São eles: Piauí (87%), Rio Grande do Norte (86%), Pernambuco (88%), Espírito Santo (83%), Mato Grosso do Sul (103%), Goiás (91%), Distrito Federal (97%), Amazonas (80%) e Mato Grosso (91%). Outros nove Estados estão com o nível de ocupação de leitos considerado intermediário pela Fiocruz (entre 60% e 79% de ocupação). O restante está abaixo desta faixa.

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

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