Brasil registra aumento de casos e aperta controles sobre suspeitos

Vigilância aperta controle e muda regras para monitoramento de suspeitos de contaminação pela doença

Da Central de Notícias

02 Maio 2009 | 16h03

O número de casos suspeitos de gripe suína no Brasil dobrou de sete, nesta sexta-feira, 1, para 14, neste sábado, 2, segundo boletim divulgado hoje pelo Ministério da Saúde. Seis casos estão no Estado de São Paulo, quatro no Rio de Janeiro, três em Minas Gerais, e um no Espírito Santo. Segundo o Ministério, 38 casos que estavam sendo monitorados foram descartados, 14 são considerados suspeitos e 37 estão em monitoramento.

 

Segundo nota do Ministério da Saúde, "passam a ser consideradas suspeitas de ter a doença pessoas provenientes de qualquer área dos países com confirmação de casos e que apresentem os sintomas da Influenza A (H1N1) ou que tenham tido contato próximo com pessoas infectadas. Até ontem (01/05), eram enquadradas nessa categoria pessoas que vinham apenas de áreas afetadas dentro desses países". Nestes casos, a pessoa apresenta febre alta de maneira repentina, em torno dos 38ºC, tosse, podendo estar acompanhadas de algum dos seguintes sintomas: dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, dificuldade respiratória.

 

Os sintomas aparecem em até 10 dias após sair de países que reportaram casos pela Influenza A (H1N1) ou ter tido contato próximo, nos últimos 10 dias, com uma pessoa classificada como caso suspeito de infecção humana pelo novo subtipo de Influenza A (H1N1).

 

Nova classificação

 

A nota do Ministério da saúde estabelece novas regras para casos considerados "em monitoramento" e "casos suspeitos". Diz a nota: 

 

"São considerados casos em monitoramento:

 

a. Pessoas procedentes de país(es) afetados, com febre não medida e tosse, podendo ou não estar acompanhada dos demais sintomas referidos na definição de caso suspeito. Ou:

 

b. Viajantes procedentes de voos internacionais, nos últimos 10 dias, de país(es) não afetado(s) e apresentando os sintomas de acordo com definição de caso suspeito."

 

As novas regras fixam ainda o que será considerado como "caso suspeito":

 

"a. Pessoa que apresentar febre alta de maneira repentina (> 38ºC)  e tosse, podendo estar acompanhadas de algum dos seguintes sintomas: dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, dificuldade respiratória. E ter apresentado sintomas até 10 dias após sair de países que reportaram casos pela Influenza A (H1N1). Ou:

 

- Ter tido contato próximo, nos últimos 10 dias, com uma pessoa classificada como caso suspeito de infecção humana pelo novo subtipo de Influenza A (H1N1)."

 

(Texto atualizado às 16h47)

 

 

(Solange Spigliatti)

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