REUTERS/Rahel Patrasso
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Brasil tem 13 casos confirmados de coronavírus, 10 deles em São Paulo

Os quatro novos diagnósticos na capital paulista são de pessoas que viajaram para Itália, Inglaterra e Estados Unidos; Ministério da Saúde vai passar a investigar quem chega de qualquer país da América do Norte, Europa, Ásia e da Austrália

Ludimila Honorato, O Estado de S.Paulo

06 de março de 2020 | 16h24
Atualizado 06 de março de 2020 | 19h00

SÃO PAULO - O Brasil já conta com 13 pessoas infectadas pelo novo coronavírus, segundo dados do Ministério da Saúde atualizados às 16h desta sexta-feira, 6. Dez delas estão na cidade de São Paulo, que lidera o ranking de casos suspeitos. Os outros três diagnósticos, já conhecidos, foram feitos no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e na Bahia. Em coletiva de imprensa nesta tarde, a pasta anunciou que vai passar a monitorar pessoas com sintomas que chegarem de qualquer país da América do Norte, Europa, Ásia e da Oceania, mais especificamente da Austrália.

Ao todo, o País tem 768 casos suspeitos da doença e 480 análises já foram descartadas. Os Estados com mais registros de suspeição de coronavírus são: São Paulo (222), Minas Gerais (123), Rio Grande do Sul (112) e Rio de Janeiro (111).

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, todos os dez casos confirmados na capital estão estáveis e em isolamento domiciliar. As pessoas têm histórico de viagem à Europa, com passagem por Itália e Inglaterra, e aos Estados Unidos. Esses dois últimos países aparecem pela primeira nos casos importados. Na coletiva de imprensa, o Ministério da Saúde informou que nenhuma pessoa dos novos casos confirmados teve contato com casos anteriores.

Uma mulher de 52 anos do Distrito Federal aguarda resultado de contraprova (para confirmar ou não a doença) em uma sala de Unidade de Terapia Intensiva (UTI)  montada no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), em Brasília. Estar na UTI não significa que o caso é grave.

Ministério passa a monitorar regiões do mundo

Diante do cenário do novo coronavírus no Brasil, que inclui o aumento de casos e a grande quantidade de pessoas que chegam do exterior diariamente nos aeroportos, a pasta vai mudar o critério para monitorar quem vem de fora. Passageiros com sintomas e histórico de viagem à América do Norte, Europa, Ásia e Austrália serão os critérios para investigar casos suspeitos de coronavírus no País, eliminando a investigação por países específicos.

"Nossos principais destinos são Europa e América do Norte. Não tem por que mais levantar de que país é [a viagem da pessoa com caso suspeito] se os voos são grandes combinações de destino", disse o ministro Luiz Henrique Mandetta. Ele deu um panorama da situação nacional: o País tem 14 Estados que recebem voos internacionais, 198 por dia, trazendo 43 mil passageiros ao todo. Desses, 30 mil são brasileiros e 13 mil são estrangeiros.

Segundo Mandetta, os aeroportos brasileiros que contam com chegada de voos internacionais já contam com aviso sonoro, em diversos idiomas, para alertar sobre o coronavírus. É o caso do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, onde a doença mudou a rotina do espaço.

Assista abaixo à entrevista concedida pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira:

Orientações do Ministério da Saúde

Mandetta afirmou que as recomendações da pasta são as mesmas: que as pessoas com sintomas de gripe evitem ter contato próximo com outras e adotem medidas de autocuidado. Ele relembrou que a campanha de vacinação contra a gripe será iniciada em 23 de março.

Pessoas que viajaram para algum país ou região de risco para coronavírus e voltaram sem sintomas, não precisam buscar atendimento médico, avisa o ministro. "É o pior lugar que ele pode ir." Além disso, o ministério vai orientar que as empresas que possam aderir ao home office (trabalho de casa) adotem a medida.

Para quem apresenta sintomas, Mandetta afirma que "as UBS são a porta de entrada, é onde a gente tem condições, sem aglomerar, de dar atendimento, ver se o caso é leve, moderado ou grave". Mas o ministro orienta buscar atendimento apenas em caso de febre, agravamento dos sintomas ou sensação de que o fôlego diminuiu, por exemplo.

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