TIAGO QUEIROZ / ESTADÃO
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Brasil tem 159 mortes por coronavírus, segundo Ministério da Saúde

País já tem 4.579 casos confirmados da doença; taxa de letalidade está em 3,5%

André Borges e Emilly Behnke, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2020 | 16h50

O Brasil registrou hoje, em atualização da plataforma do Ministério da Saúde, 4.579 casos confirmados da covid-19, transmitida pelo novo coronavírus. O número corresponde a 323 novas confirmações em relação à última atualização, feita domingo, dos dados da pandemia no País.  As mortes pela doença chegam a 159 , com aumento de 23 óbitos em relação à ultima contagem. A taxa de mortalidade da doença passou de 3,2% para 3,5%.

Todos os Estados da Federação já são afetados pela doença. O Estado que registra mais casos até agora é São Paulo (1.517), seguido por Rio de Janeiro (657), Ceará (372), Distrito Federal (312), Minas Gerais (261) e Rio Grande do Sul (241). A região com mais casos confirmados é o Sudeste, que concentra 55% do total de casos no país. 

Para conter o avanço da pandemia no país, o Ministério da Saúde orienta que a população siga em isolamento social. Contrariando a pasta, o presidente Jair Bolsonaro foi às ruas na manhã de domingo, 29. Bolsonaro visitou vários comércios locais ainda abertos em Brasília e cumprimentou populares. Houve aglomerações para tirar selfies com o presidente. "O que eu tenho conversado com o povo, eles querem trabalhar. É o que eu tenho falado desde o começo. Vamos tomar cuidado, a partir dos 65 fica em casa...", disse Bolsonaro, que completou 65 anos no último dia 21. 

Em reunião no sábado, como revelou a colunista do Estado Eliane Cantanhêde, Mandetta já havia alertado o presidente e os demais ministros:  “Estamos preparados para o pior cenário, com caminhões do Exército transportando corpos pelas ruas? Com transmissão ao vivo pela internet?” Em outro momento, Mandetta deixou claro que, se o presidente insistisse em ir às ruas, seria obrigado a criticá-lo. E Bolsonaro rebateu que, nesse caso, iria demiti-lo. Mais tarde, em entrevista coletiva, o ministro da Saúde foi incisivo e condenou atos pela abertura do comércio e disse que "os mesmos que fazem carreata vão ficar em casa daqui a duas semanas".

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