Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Brasil tem 767 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas e média móvel cresce 6 vezes em um mês

Média semanal de vítimas ficou em 604, a pior marca desde o dia 5 de setembro. Há um mês, no dia 1º de janeiro deste ano, média móvel de óbitos no País era 97

Luiz Henrique Gomes, especial para o Estadão

01 de fevereiro de 2022 | 20h13

O Brasil registrou 767 novas mortes pela covid-19 nesta terça-feira, 1º. A média semanal de vítimas, que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, ficou em 604, a pior marca desde o dia 5 de setembro. Essa média significa um crescimento de mais de seis vezes (522%) de mortes causadas pela doença no País no período de um mês, se comparada com o dia 1º de janeiro deste ano. Na ocasião, a média de mortes do Brasil era 97.

Já o número de novas infecções notificadas nesta terça-feira foi de 171.028. A média móvel de casos é de 184.437, interrompendo um período de 14 dias de aumento consecutivo. Nesta segunda-feira, a média móvel de casos havia chegado a 188 mil.

No total, o Brasil tem 628.132 mortos e 25.625.133 casos da doença. Os dados diários do Brasil são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20h.


Os Estados que mais registraram mortes nas últimas 24 horas foram São Paulo (206), Ceará (87), Rio Grande do Sul (70) e Santa Catarina (50).

A explosão de casos é vista como efeito da Ômicron, apontada desde que foi detectada, em novembro, como mais transmissível. Especialistas afirmam que esse fator se alia ao relaxamento das medidas de distanciamento social em todo o País. 

Apesar da maioria dos casos serem considerados leves - fator atribuído à vacinação e a menor gravidade da Ômicron - o número de mortos também tem crescido diariamente no Brasil. Essa quantidade permanece distante dos registrados no primeiro semestre de 2021, quando o País chegou a ter 4 mil mortes diárias.

Em números proporcionais, a letalidade da covid-19 diminuiu - ou seja, hoje há mais pessoas se infectando do que no ano passado e menos morrendo. Entretanto, infectologistas alertam para o fato de o número de casos ser muito grande e, portanto, a proporção de mortes poder gerar uma quantidade absoluta de vítimas alta. "Estamos confortáveis com o número de mortes diárias porque já tivemos 4 mil? Eu não me sinto confortável", disse o infectologista Carlos Magno Fortaleza ao Estadão na última semana.

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

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