Brasil tem maior taxa de mães jovens da América do Sul

Mortalidade infantil no Brasil é a terceira maior da América do Sul, com 23 mortes por 1000 nascidos

da Redação,

12 de novembro de 2008 | 15h22

O Brasil é o país da América do Sul com a maior taxa de mães adolescentes, diz o Relatório da População Mundial das Nações Unidas de 2008. São 89 nascimentos para cada 1000 meninas de 15 a 19 anos, ante uma média continental de 78. Imediatamente atrás do País vêm o Equador, com 83, e a Bolívia, com 78.    Íntegra do relatório - Estado da População Mundial (em inglês)   A menor taxa continental é a da Argentina, 53. Nas Américas, a maior taxa é a da Nicarágua, 113, e a menor a do Canadá, 15.   A mortalidade infantil no Brasil é a terceira maior da América do Sul, com 23 mortes por 1000 nascidos vivos. Essa taxa só é inferior às de Bolívia (45 por 1000) e Paraguai (32 por 1000).   O relatório das Nações Unidas também traz projeções demográficas para 2050. A ONU prevê uma população mundial de 9,1 bilhão de pessoas naquele ano (ante 6,7 bilhões atualmente). O país mais populoso do mundo no meio do speculo 21 será a Índia, com 1,6 bilhão de habitantes. A China, atual nação mais populosa, terá 1,4 bilhão.     O sul da Ásia será a região mais populosa do mundo, com mais de 3 bilhões de habitantes. A Ásia, como um todo, terá mais de 5 bilhões, ou 55% da população mundial. Hoje, o continente abriga 4 bilhões, ou 59%. A África, por sua vez,  chegará a 2050 com 1,9 bilhão, ou 21% do total. hoje, 14% dos seres humanos vivem no continente africano.   A América do Sul , por sua vez, chegará a 2050 com 516 milhões de habitantes, menos que a população projetada da Europa (664 milhões).   População   Até meados do século o Brasil terá 254,1 milhões de habitantes. O País terminará 2008 com 194,2 milhões pessoas e ocupando a quinta de posição de maior país do mundo em termos demográficos, segundo dados divulgados ontem pelo Fundo da ONU para a População. Segundo a entidade, a Índia será o maior país do mundo em termos de população até 2050, superando a China. Já a Europa e Japão observarão uma queda em sua população nas próximas décadas.   Até 2050, o mundo passará dos atuais 6,74 bilhões de pessoas para 9,19 bilhões. A taxa de crescimento nos países ricos será de apenas 0,3%, contra mais de 1,4% nos países em desenvolvimento. A média geral será de 1,2%.   O Brasil continuará crescendo, mas perderá terreno no ranking dos maiores países do mundo. Em 2050, será superado por Paquistão e Nigéria e será apenas o sétimo maior, ao lado de Bangladesh, também com 254,1 milhão de pessoas.   Hoje, apenas China, Índia, Estados Unidos e Indonésia tem populações superiores a do Brasil. Até 2010, a taxa de crescimento da população brasileira será um pouco acima da média mundial, com 1,3% de alta por ano, mas inferior a dos demais países emergentes.   O caso de maior crescimento será o da Índia, com um crescimento de 1,5% em sua população e uma taxa de fertilidade de 2,78%. Na Índia, a população passará dos atuais 1,1 bilhão para 1,6 bilhão. Em 40 anos, serão 500 milhões de novos indianos no planeta.   Com isso, a Índia ultrapassa a China. Em Pequim, graças ao planejamento familiar e a política de limitação de filhos, a taxa de crescimento da população é de apenas 0,6% ao ano, passando de 1,3 bilhão em 2008 para 1,4 bilhão em 2050.   Tanto em 2008 como em 2050, os americanos estarão na terceira colocação e passarão de uma população de 306 milhões para mais de 400 milhões. Os EStados Unidos continuarão a ser um dos poucos países ricos a manter seu crescimento demográfico.   Mas é na Ásia e na África que o crescimento será maior.   No total, a Ásia ganhará 1,2 bilhão de novos habitantes em pouco mais de 40 anos. Só a África dobrará de tamanho, passando de 987 milhões para 1,99 bilhão em 2050.   Na América Latina, a taxa de crescimento ficará na média mundial, passando dos atuais 579 milhões de pessoas para 769 milhões em 2050. Cuba terá uma redução de sua população de 11,3 milhões para 9,9 milhões até meados do século. Mas todos os demais terão um crescimento. No México, a população passará de 107 milhões para 132 milhões. Na Argentina, de 39,9 milhões para 51,4 milhões.   Mas a maioria dos países europeus verá uma taxa negativa de crescimento de sua população, passando de 731 milhões para 664 milhões em 40 anos. Alguns dos que mais sofrerão serão Polônia, Portugal e Itália. Só a Alemanha perderá 6 milhões de pessoas, caindo para uma população total de 74 milhões em 2040. Na Ásia, Japão e Coréia também terão uma redução real de suas populações. Os japoneses caíram de 127,9 milhões para 102,5 milhões em 40 anos.   A queda da população, para os especialistas, reforça a tese de que esses países precisarão contar com a imigração se quiserem manter seu crescimento econômico. Hoje, esses países ampliam suas leis contra a imigração.   (Com Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo)   Atualizada às 21h38

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