Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Brasil tem menor taxa de transmissão de covid-19 desde novembro de 2020, diz Imperial College

Ainda com cenário de melhora, País segue sendo um dos mais atingidos pela pandemia do novo coronavírus

Ítalo Lo Re, O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2021 | 14h50

A taxa de transmissão de covid-19 no Brasil caiu para 0,88 na semana passada e chegou ao seu menor índice desde novembro de 2020, quando o número era de 0,68, apontam dados do Imperial College, de Londres. Ainda com o cenário de melhora, o País segue sendo um dos mais atingidos pela pandemia do novo coronavírus.

O Imperial College aponta que, embora permaneçam altos, os números da pandemia no Brasil estão caindo há cerca de três semanas — o que pode ser considerado um reflexo do avanço da campanha de vacinação, que começa a acelerar o ritmo no País.

Na terça-feira, 13, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa, o Brasil ultrapassou a marca dos 40% vacinados com ao menos a primeira dose contra a covid-19. Já aqueles que têm imunização completa — ou seja, que receberam duas doses ou dose única — são 14,85% da população.

Ao mesmo tempo, foram registradas 1.613 novas mortes pela covid-19 na terça-feira. A média semanal de vítimas, que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, ficou em 1.273. A última vez que o País teve o índice nesse patamar foi em 1º de março, quando a média móvel de mortes chegou a 1.223.

Ao todo, o Brasil registra 535.924 mortos e 19.152.065 diagnósticos positivos da doença. É o segundo País com maior número de mortes, atrás apenas dos Estados Unidos, e o terceiro em número de infecções, atrás dos Estados Unidos e da Índia.

Avanço da variante Delta e encurtamento do intervalo entre doses

A preocupação com a rápida disseminação da variante Delta vem forçando um número crescente de países a impor medidas restritivas mais rigorosas na tentativa de impedir que uma nova onda da covid-19 atrapalhe os esforços globais para conter a pandemia e a retomada da normalidade.

Detectada pela primeira vez em fevereiro na Índia, a variante Delta se tornou uma preocupação global nos últimos meses. Devido à acelerada transmissibilidade, a cepa gera temores de sobrecarga nos sistemas de saúde e ameaça reverter planos de reabertura mundo afora. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cepa circula por 104 países.

No Brasil, o surgimento da variante Delta acionou os alarmes e algumas regiões optaram por encurtar os intervalos entre primeira e segunda doses de alguns imunizantes administrados no Brasil para tentar colocar uma barreira.

Ao menos nove capitais do País, incluindo Brasília, já optaram pelo encurtamento nos intervalos de tempo entre a primeira e a segunda dose das vacinas AstraZeneca e Pfizer de 12 a 8 semanas, para fechar o ciclo de vacinação. Na terça-feira, por exemplo, o governador do Rio, Claudio Castro, anunciou a autorização para que os 92 municípios do Estado adiantem a segunda aplicação para oito semanas.

Em nota divulgada na noite desta terça-feira, 13, a Fiocruz defendeu a manutenção do intervalo de 12 semanas entre a primeira e a segunda dose da vacina da AstraZeneca.

"A Fundação esclarece que o intervalo de 12 semanas entre as duas doses recomendada pela Fiocruz e pela AstraZeneca considera dados que demonstram uma proteção significativa já com a primeira dose e a produção de uma resposta imunológica mais robusta quando aplicado o intervalo maior", diz em nota. “O regime de 12 semanas permite ainda acelerar a campanha de vacinação, garantindo a proteção de um maior número de pessoas." /COM AGÊNCIAS

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