Brasil terá 470 mil novos casos de câncer em 2008, diz Inca

Relatório aponta diferenças regionais: as incidências da doença mudam de acordo com o perfil de cada área

26 de novembro de 2007 | 15h31

A Estimativa 2008 de Incidência do Câncer no Brasil, divulgada nesta segunda-feira, 26, pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca)  prevê que aproximadamente 470 mil novos casos da doença deverão ocorrer no País em 2008, número que deverá se repetir em 2009.    Estimativa 2008 - Incidência de Câncer no Brasil   O tipo mais comum será o câncer de pele não melanoma, com 115.010 casos a cada ano. Em seguida, vêm câncer de próstata (49.530 novos casos), mama (49.400), pulmão (27.270), cólon e reto (26.990), estômago (21.800) e colo de útero (18.680).   "O INCA elabora as estimativas de câncer no Brasil desde 1995 com o objetivo de orientar os gestores públicos nas ações de controle e prevenção", afirma o diretor do Inca, Luiz Antonio Santini, em nota distribuída pelo instituto.   "Sem contar os casos de câncer de pele não melanoma, os tipos de câncer com maior número de novos casos no sexo masculino serão os de próstata e pulmão, enquanto em mulheres a incidência será maior nos cânceres de mama e colo de útero. O perfil da doença é semelhante ao observado em outros países", diz a epidemiologista Marceli Santos, coordenadora da equipe que desenvolveu as estimativas, também citada em nota do Inca.   Entre homens, estima-se que haverá 231.860 novos casos de câncer, sendo os tipos mais incidentes o câncer de pele não melanoma (59 novos casos a cada 100 mil homens), próstata (52/100.000), pulmão (19/100.000), estômago (15/100.000) e cólon e reto (13/100.000).   Apesar do número absoluto de casos de câncer entre mulheres ser similar à incidência esperada entre homens - 234.870, o que representa 50,3% do total de casos em 2008 -, o perfil é bastante diferente. Esperam-se 51 novos casos de câncer de pele não melanoma a cada 100 mil mulheres, seguidos pela incidência de câncer de mama (51/100.000), colo de útero (19/100.000), cólon e reto (15/100.000) e pulmão (10/100.000).   Sul e Sudeste apresentam as maiores taxas esperadas de casos novos de câncer, refletindo as diferenças regionais, enquanto a região Centro-Oeste apresenta padrão intermediário. A região Norte apresenta as menores taxas.   Dependendo da localização geográfica, o perfil do câncer se assemelha ora a países desenvolvidos, ora a países em desenvolvimento.   Em 2008, a região Norte será a única em que o câncer de colo de útero aparecerá no primeiro lugar em incidência entre mulheres, superando o câncer de mama. Já o Sudeste é a região em que o câncer de cólon e reto aparece como o segundo mais incidente entre mulheres, antes do câncer de colo de útero. No Norte e Nordeste, o câncer de estômago é o segundo com maior incidência entre homens.

Tudo o que sabemos sobre:
câncerinca

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.