Brasil vai ter rede nacional de pesquisas com células-tronco

Ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia lançarão rede em junho; investimento inicial é de R$ 25 milhões

Fabiana Cimieri, Agência Estado

30 de maio de 2008 | 18h32

Os ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia irão lançar, no mês que vem, uma rede nacional de pesquisas com células-tronco. De acordo com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, inicialmente serão investidos R$ 25 milhões no programa, mas ele garantiu que "o ministério está absolutamente disposto a dar apoio institucional, técnico, político e financeiro aos grupos (de pesquisa) que existem no Brasil."   Veja também: Supremo autoriza pesquisas com células-tronco embrionárias STF termina com bate-boca julgamento de células-tronco Entenda o uso das células-tronco  Veja quem são os 11 ministros do STF   Leia a íntegra dos votos dos ministros do STF (parte 1)  Leia a íntegra dos votos dos ministros do STF (parte 2)  'Ciência e religião não devem se misturar', diz biólogo dos EUA Não destruição de embriões é 'empecilho para pesquisas' Pesquisador citado por ministro fala sobre votação no STF Votação é acompanhada com ansiedade em Laboratório Advogado defende pesquisas com células-tronco no País   O objetivo, segundo ele, é criar uma rede de conhecimento que integre instituições e entidades que trabalhem projetos em conjunto. "É uma área em que o Brasil tem condições de estruturar um grau de conhecimento e competir com os países centrais no desenvolvimento de novas tecnologias para o futuro", afirmou Temporão, após inaugurar o novo prédio do ambulatório de tratamento de hanseníase da Fundação Oswaldo Cruz, ontem, no Rio.   "Infelizmente o Brasil ficou três anos aguardando essa decisão. Isso foi muito prejudicial para um grande número de pesquisadores, mas é possível recuperar o tempo perdido", afirmou o ministro.   Sobre o resultado do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que anteontem confirmou a constitucionalidade da Lei de Biossegurança, autorizando as pesquisas com células-tronco embrionárias, Temporão disse acreditar que "a decisão do Supremo não foi apenas de defesa da vida, mas também permite ao País desenvolver tecnologia própria e depender menos de tecnologia desenvolvida fora."

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