José Luís da Conceição/Estadão
José Luís da Conceição/Estadão

Brasil voltará a exportar vacinas contra a febre amarela

Decisão será anunciada pelo ministro Ricardo Barros e ocorre 2 meses após a OMS destinar 3,5 milhões de doses ao País

Jamil Chade, Correspondente de O Estado de S. Paulo

22 Maio 2017 | 08h18

GENEBRA - O Brasil voltará a exportar vacinas contra a febre amarela e, em julho, planeja vender para a Organização Mundial da Saúde (OMS) um total de 1 milhão de doses. O volume deve aumentar até o final do ano. A decisão será anunciada publicamente ainda nesta segunda-feira, 22, pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, que está em Genebra, na Suíça, para reuniões na OMS. Na manhã desta segunda-feira, em um encontro fechado com outros ministros da Saúde de países das Américas, ele já revelou o objetivo de exportação do Brasil. 

Entre os dirigentes da entidade internacional, o gesto do Brasil é comemorado. A OMS estima que não conte com vacinas em quantidades suficientes para atender a surtos pelo mundo e, portanto, criou uma espécie de fundo de vacinas que pode ser distribuída em caso de uma emergência. No total, a OMS indica que já despachou para diferentes países africanos mais de 30 milhões de doses de vacinas em 2016. 

A volta da exportação brasileira ocorre dois meses depois que, em resposta ao surto de febre amarela no Brasil, a mesma OMS destinou ao País 3,5 milhões de doses de vacina contra a doença. Elas faziam parte do estoque de emergência controlado pelo Grupo de Coordenação Internacional sobre o Fornecimento de Vacinas.

Financiado pela Aliança Gavi, o carregamento foi coberto em semanas posteriores pelo próprio governo. 

Segundo a OMS, mais de 18,8 milhões de doses já foram distribuídas pelo governo, enquanto a entidade e outros organismos internacionais mobilizaram 15 especialistas estrangeiros para ajudar a dar uma resposta. 

Ainda assim, o volume de vacinas produzidas no Brasil não era suficiente. No dia 14 de março, as autoridades nacionais formalmente solicitaram à entidade 3,5 milhões de doses, que chegaram ao Rio de Janeiro no dia 24 de março para serem usadas nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

No Brasil, o governo justificou que o pedido de doses extras era uma estratégia para não reduzir de modo significativo o estoque de imunizantes existente no País. Mas, com o Rio vacinando toda sua população, 15 milhões de doses seriam necessárias.

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