Brasileiros e argentinos encontram nova espécie de dinossauro

O Futalognkosaurus dukei, um herbívoro que viveu no norte da Patagônia, era do tamanho do Cristo Redentor

Reuters,

15 de outubro de 2007 | 14h21

Um grupo de paleontólogos do Brasil e da Argentina anunciou a descoberta do mais completo esqueleto de uma nova espécie de dinossauro gigante, da linhagem dos titanossauros.                                                            O Futalognkosaurus dukei, um herbívoro que viveu na região hoje correspondente ao norte da Patagônia, cerca de 80 milhões de anos atrás, tinha entre 32 e 34 metros, tamanho semelhante ao do Cristo Redentor.                                     O nome dele compõe-se de uma parte inspirada na língua indígena mapuche, e que significa "o chefe gigante dos lagartos", e de uma referência à empresa de energia norte-americana Duke Energy Corp, que patrocinou uma grande parte das escavações na Argentina.   Segundo o paleontólogo argentino Juan Porfiri, 70% do fóssil estava preservado, uma proporção significativa diante da marca de cerca de 10%, a média obtida em outros esqueletos de dinossauros no mundo. "Trata-se de uma nova espécie, de um novo grupo", afirmou.   Alexandre Kellner, pesquisador do Museu Nacional no Rio de Janeiro, acrescentou: "Temos todas as vértebras entre a primeira do pescoço e a primeira da cauda, o que poderá nos permitir reavaliar outros dinossauros."   "Além disso, encontramos um acúmulo de fósseis de peixes e de folhas, bem como os restos de outros dinossauros no local da descoberta, o que é algo fantástico. É bastante raro encontrar os dinossauros e as folhas juntas. Isso nos deixou muito contentes", afirmou.   Os pesquisadores disseram que a carcaça do gigantesco dinossauro, morto de causas desconhecidas e que teve sua carne devorada, acabou sendo levada para um rio de corrente fraca existente nas proximidades.                                     Ali, o esqueleto transformou-se em uma espécie de obstáculo, acumulando ossos e folhas em sua estrutura durante vários anos, antes de fossilizar-se.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.