Britânicas usam remédio contra glaucoma para aumentar cílios

Procura por droga para glaucoma estaria em alta porque aumenta cílios.

BBC Brasil, BBC

27 de novembro de 2007 | 09h35

As autoridades médicas britânicas estão preocupadas com o aumento do uso de um remédio para glaucoma, supostamente por mulheres em busca de um de seus possíveis efeitos colaterais: o crescimento dos cílios.Segundo reportagem publicada pelo diário britânico The Times, no ano passado houve um aumento de 40% no número de receitas médicas da droga Lumigan em relação ao ano anterior.O remédio é indicado para o tratamento de glaucoma, uma doença caracterizada pelo aumento da pressão intra-ocula e que pode causar cegueira.O jornal observa que o uso da droga como cosmético já foi aprovado nos Estados Unidos pela FDA (agência governamental que dá aprovação a remédios e alimentos) e que ela é vendida em consultórios médicos e spas para ser aplicada sobre os cílios como um rímel.O Times relata ainda que a popularidade do remédio já teria levado a uma corrida entre as indústrias farmacêuticas pelo desenvolvimento de tratamentos cosméticos usando o seu ingrediente, bimatoprost.Porém a MHRA, a agência britânica de controle de medicamentos, adverte que o crescimento e escurecimento dos cílios é efeito de uma propriedade do medicamento que pode levar também ao escurecimento da pele ao redor dos olhos e da íris."O Lumigan é um remédio de venda sob receita médica e não deveria ser usado por razões cosméticas. Ele deveria somente ser receitado após uma consulta privada com um médico", afirma um porta-voz da MHRA.Segundo a agência, o crescimento dos cílios é um efeito colateral conhecido do medicamento, expresso em sua bula. "As mulheres não deveriam usá-lo para alongar seus cílios, porque o Lumigan é um medicamento potente que deveria somente ser usado por quem sofre de glaucoma".O Times observa que o Lumigan é fabricado pela farmacêutica californiana Allergan, a mesma que produz o Botox, usado para eliminar rugas.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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