Markus Hibbeler/AP
Markus Hibbeler/AP

Brotos aparentemente não causaram o surto de E. Coli

Testes iniciais deram negativo para a bactéria em brotos alemães

AP e Efe

06 Junho 2011 | 10h39

Oficiais alemães disseram que testes iniciais mostraram que brotos de uma fazenda orgânica do norte do país não causaram o surto da bactéria Escherichia coli (E. Coli).

O ministro de agricultura do estado de Lower-Saxony disse nesta segunda-feira que 23 das 40 amostras de brotos da fazenda suspeita de estar por trás do surto deram negativo para a bactéria. Novos testes estão programados.

"A procura pela causa do surto é muito difícil porque já se passaram muitas semanas desde que as suspeitas começaram", disse o ministro em um comunicado, lembrando que mais testes dos brotos e de suas sementes são necessárias para ter certeza dos resultados.

O comunicado sobre as amostras do broto da fazenda orgânica deixou os consumidores confusos sobre o que é seguro comer. O ministro disse que ainda não está claro quando uma resposta para esta pergunta será encontrada.

"Um conclusão das investigações e esclarecimento sobre a origem da contaminação não são esperadas a curto prazo", revelou o ministro.

Por isso mesmo o alerta sobre produtos crus, principalmente em relação aos tomates, pepinos e alface continua valendo.

O surto de E. Coli já matou pelo menos 22 pessoas e infectou mais de 2.300 pela Europa, deixando a população desconfiada sobre os vegetais crus da região.

Reunião de emergência

Ministros de Agricultura da União Europeia (UE) se reunirão nesta terça-feira, em Luxemburgo, em caráter emergencial para discutir o surto da bactéria E.coli e seu impacto nos produtores de vegetais. A informação foi divulgada hoje por Marton Hajdu, porta-voz da presidência húngara da UE. "Eles farão um balanço da situação do surto tanto da perspectiva de mercado como da segurança alimentar", afirmou.

O comissário de Agricultura da UE, Dacian Ciolos, e o de Saúde, John Dalli, também participarão da reunião. Dalli ressaltou nesta segunda-feira a necessidade de se detectar o mais rápido possível a origem do surto para evitar que volte a ser registrado na União Europeia (UE).

Dalli afirmou que a UE "está fazendo muito" para controlar a situação e destacou o envio de especialistas comunitários à Alemanha para assessorar suas autoridades, acelerar o processo de detecção do surto da infecção e assegurar que todos os possíveis indícios estão sendo perseguidos. O comissário admitiu que se trata de uma grande crise e ressaltou que a situação "deve ser controlada e contida geograficamente". Ministros da Saúde dos países da União Europeia também se reúnem nesta segunda-feira em Luxemburgo para discutir o surto.

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