SP não abre dia 1º e Bruno Covas evita dar prazo para retomada dos estabelecimentos na cidade

Prefeitura começará a partir de segunda-feira a receber propostas de protocolos para reabertura de cada setor da economia

Ricardo Galhardo - O Estado de S.Paulo

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Um dia depois do anúncio pelo governo João Doria (PSDB) da retomada gradual das atividades econômicas no Estado, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), evitou dar um prazo para a reabertura dos estabelecimentos na Capital, em coletiva nesta quinta-feira. Segundo ele, a partir de segunda-feira, a prefeitura começa a receber as propostas de protocolos de cada um dos setores e só depois de análises das áreas de Desenvolvimento Econômico e Saúde haverá a liberação ou não. São Paulo, portanto, não "reabre" no dia 1º.

"O Estado permite que municípios possam reabrir as atividades a partir do dia 1º. Não disse que abre no dia 1°", disse o prefeito.  Segundo ele, apesar do anúncio das medidas de retomada, a cidade continua em quarentena.

Bruno Covas, prefeito de São Paulo Foto: Divulgação/ Governo de São Paulo

Covas marcou para a próxima quinta-feira, 4, uma nova coletiva para falar sobre o andamento do processo de retomada. Por enquanto, segundo o prefeito, a cidade de São Paulo continua em quarentena, em vigor desde 24 de março e será mantida a fiscalização sobre os setores considerados não essenciais que tentem retomar as atividades sem autorização.

Na quarta, Doria anunciou o plano de reabertura gradativa das atividades econômicas no Estado. O plano foi dividido em cinco fases nas quais as cidades são enquadradas com base em critérios como crescimento do número de casos, leitos de UTI disponíveis e índices de distanciamento social. São Paulo está na fase 2, laranja, que permite a reabertura, com restrições, de shopping centers, lojas de rua, atividades imobiliárias, concessionárias e escritórios. 

Segundo o prefeito, o ritmo da retomada vai depender dos protocolos de segurança e saúde que serão apresentados por cada um destes setores. A partir de segunda-feira, 1º, a prefeitura começa a receber estes protocolos por meio de uma página na internet (prefeitura.sp.gov.br/retomada). As propostas serão analisadas primeiro pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (SMDET) e depois pela Vigilância Sanitária. Só depois de aprovados os protocolos a reabertura será autorizada. 

Entre os requisitos necessários estão a adoção de medidas de higiene e testagem, controle de circulação de pessoas, capacidade de autorregulação e fiscalização de cada setor e proteção a funcionários e consumidores. Covas garantiu que nada será feito sem a autorização expressa das autoridades em saúde. 

Indagado sobre os motivos objetivos que teriam levado São Paulo a ser enquadrada na fase amarela, apesar de os números de contaminação continuarem a subir, Covas celebrou as medidas adotadas pela própria prefeitura, como a criação de leitos em UTIs, e a adesão da população aos apelos para que mantenham os cuidados de isolamento. Ele prometeu ainda distribuir 3 milhões de máscaras. "São Paulo está colhendo o que plantou", disse o prefeito.

Ele citou que o Rt (índice de transmissão) na cidade é de 1 e deve cair na próxima semana, mas não disse qual é a fonte da informação.

Na coletiva, ele informou que pediu às empresas de ônibus que disponibilizem mais 2 mil veículos para quando a retomada for autorizada, anunciou a realização de uma pesquisa sorológica com 115 mil testes em todos os 96 distritos da cidade para medir o índice de anticorpos da população e afirmou que estuda medidas para evitar que a reabertura implique em desemprego para as mulheres.

O motivo da preocupação é o fato de que muitas delas poderão ser obrigadas a voltar a trabalhar enquanto as escolas continuarão fechadas. Em alguns países como os EUA o desemprego entre as mulheres cresceu durante a pandemia porque muitas delas têm que escolher entre cuidar dos filhos, que continuam em casa, e voltar ao trabalho.

Covas, no entanto, não disse o que pretende fazer para mitigar o problema. O prefeito também foi perguntado sobre a possível contradição entre ter justificado a não adoção do lockdown dizendo que seria necessária a integração de outras cidades da região metropolitana e a situação atual, na qual moradores dos municípios vizinhos devem vir à Capital para trabalhar mesmo que estas cidades ainda estejam na fase vermelha do plano de retomada.

Para o prefeito, isso mostra a necessidade de adoção de um projeto de governança metropolitana depois da pandemia.

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