Buraco negro gigante desafia previsões teóricas

Buraco negro tem massa demais para se encaixar nas teorias sobre a morte de estrelas

17 de outubro de 2007 | 16h24

Uma equipe internacional de astrônomos, combinando dados do telescópio orbital Chandra, da Nasa, e do telescópio de Mauna Kea, no Havaí, determinaram que o buraco negro M33 X-7 tem uma massa de 16 vezes a do Sol, o que faz dele o mais pesado dos chamados buracos negros estelares - formados a partir do colapso do núcleo de uma estrela - conhecidos, e um problema para a teoria da evolução estelar.   "Esta descoberta levanta todo tipo de questionamento sobre como um buraco negro desse tamanho pode ter surgido", disse o principal autor do artigo que descreve a descoberta, Jerome Orosz, da Universidade Estadual de San Diego (EUA). O trabalho aparece na edição desta semana da revista Nature.   M33 X-7 orbita uma estrela companheira que eclipsa o buraco negro uma vez a cada três dias e meio. A companheira também tem uma massa incrivelmente alta - 70 massas solares.   De acordo com os autores do trabalho, as propriedades do sistema de M33 X-7 - um buraco negro superpesado orbitando uma estrela superpesada, que um dia também será um buraco negro - são difíceis de explicar a parir das teorias atuais sobre a evolução das estrelas. Com o tamanho que tem, o buraco negro deveria ter sido, antes de entrar em colapso, ainda maior que a atual estrela companheira.   Essa estrela teria um raio maior que o que separa o buraco negro da companheira, o que significa que as estrelas devem ter estado muito próximas, partilhando de uma atmosfera comum. Mas esse processo deveria ter expelido muita matéria do sistema, sem deixar o bastante para gerar um buraco negro tão pesado.   A estrela que originou o buraco negro deve ter eliminado apenas 10% do gás previsto por modelos teóricos antes de explodir.

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