Busca pela felicidade pode se tornar um fardo muitas vezes

Desafio é buscar o autoconhecimento para saber como lidar com sensações ruins

Alex Gomes e Ocimara Balmant - especial para o Estadão

Sorrir é sempre o melhor remédio? Definitivamente, não. A ideia de nunca se deixar abater e viver num estado de alegria ininterrupta tem um nome que tem se tornado bastante conhecido, principalmente no mercado de trabalho: positividade tóxica. Trata-se de uma condição na qual a busca pela felicidade é uma imposição que pode facilmente resultar em um fardo.

“Uma pesquisa feita ao longo de cem anos nos Estados Unidos analisou milhares de fotos dos livros de formatura e o que se nota é o aumento de expressões sorridentes ao longo do século 20, como se essa expressão fosse se tornando uma obrigação. Positividade tóxica é isso”, diz Daniel Martins de Barros, psiquiatra e professor colaborador do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). “A alegria e a felicidade são uma possibilidade, não uma obrigação”, reforça.

O psiquiatra Daniel Martins de Barros Foto: Felipe Rau/Estadão

O desafio é buscar o autoconhecimento para saber como lidar com sensações ruins, em vez de tentar maquiá-las. “Negar o sofrimento ou ter uma positividade excessiva não é o caminho. Quando negamos as aflições, não resolvemos o que está acontecendo e sofremos muito mais”, afirma Silvia Maria Cury Ismael, gerente de Saúde Mental do Hcor. “De toda a situação ruim sempre há algo que se aprende de positivo para sua vida. Você nunca sai de uma crise como entrou.”

Adote hábitos de vida saudáveis

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Comportamentos como se alimentar de forma balanceada, praticar exercícios físicos e manter uma constante e boa qualidade de sono fortalecem o sistema imunológico e ainda ajudam a aliviar o estresse.

Dedique um tempo para hobbies

O que você gosta de fazer? Pense nisso e reserve um tempo para atividades que estão além das obrigações do dia a dia. Pode ser ler 

um livro, assistir a filmes e séries, ouvir música. Aprender a tocar um instrumento também é uma boa pedida. 

Mantenha a socialização 

Procure estreitar o contato com amigos e pessoas queridas. Ter uma rede de relacionamentos saudáveis é um forma muito eficaz de evitar a depressão. 

Aprenda a relaxar

Pesquise técnicas de relaxamento muscular e mental, que aliviam a tensão corporal e ajudam a melhorar a respiração. 

Informe-se com segurança

Evite o excesso de informação e fuja das fake news. O ideal é fazer uma curadoria de suas fontes de conteúdo, em vez de passar o dia todo conectado às redes sociais.

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Sorrir é sempre o melhor remédio? Definitivamente, não. A ideia de nunca se deixar abater e viver num estado de alegria ininterrupta tem um nome que tem se tornado bastante conhecido, principalmente no mercado de trabalho: positividade tóxica. Trata-se de uma condição na qual a busca pela felicidade é uma imposição que pode facilmente resultar em um fardo.

“Uma pesquisa feita ao longo de cem anos nos Estados Unidos analisou milhares de fotos dos livros de formatura e o que se nota é o aumento de expressões sorridentes ao longo do século 20, como se essa expressão fosse se tornando uma obrigação. Positividade tóxica é isso”, diz Daniel Martins de Barros, psiquiatra e professor colaborador do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). “A alegria e a felicidade são uma possibilidade, não uma obrigação”, reforça.

O psiquiatra Daniel Martins de Barros Foto: Felipe Rau/Estadão

O desafio é buscar o autoconhecimento para saber como lidar com sensações ruins, em vez de tentar maquiá-las. “Negar o sofrimento ou ter uma positividade excessiva não é o caminho. Quando negamos as aflições, não resolvemos o que está acontecendo e sofremos muito mais”, afirma Silvia Maria Cury Ismael, gerente de Saúde Mental do Hcor. “De toda a situação ruim sempre há algo que se aprende de positivo para sua vida. Você nunca sai de uma crise como entrou.”

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