Bush comemora criação de células-tronco sem uso de embriões

Governo americano nega fundos para pesquisa embrionária; novo esturo soluciona rejeição de transplantes

Efe,

21 de novembro de 2007 | 07h43

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, comemorou o anúncio de que uma equipe internacional de cientistas conseguiu reprogramar células da pele para que tenham propriedades de células-tronco, sem o uso de embriões.   Os pesquisadores, cujo estudo foi publicado na revista "Science", afirmaram que as novas células resolvem alguns problemas, como a rejeição nos casos de transplante, mas não supera outras dificuldades.   Numa decisão aplaudida pelos setores mais conservadores do país, Bush se opôs ao financiamento com fundos federais para a pesquisa de células-tronco embrionárias. Ele alegou que a vida de uma pessoa começa com o embrião. "O presidente Bush está muito feliz", disse a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, em comunicado.   Perino acrescentou que o presidente Bush "incentiva o avanço científico dentro de limites éticos", que evitem técnicas que destroem a vida, e apóia os enfoques alternativos.   "O presidente acredita que os problemas médicos podem ser resolvidos sem comprometer os altos objetivos da ciência e o caráter sagrado da vida humana", disse Perino. Ela acrescentou que o governo do presidente Bush continuará incentivando os cientistas a "estender as fronteiras da investigação em células-tronco e continuar avançando na compreensão da biologia humana de uma forma ética e responsável".   Pouco antes, o cardeal Justin Rigali, presidente do Comitê Atividades Pró Vida da Conferência Episcopal Católica também havia se declarado feliz com os resultados da pesquisa. "Agradeço aos cientistas que assumiram o desafio de encontrar formas moralmente aceitáveis de realizar a pesquisa de células-tronco", disse Rigali.

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