Butantã começa a produzir vacina contra raiva

O Instituto Butantã começa a fabricar hoje uma vacina brasileira contra a raiva humana. O novo imunizante, mais eficaz e barato, será produzido em escala industrial. Testada com sucesso em camundongos e macacos, a vacina foi injetada em cerca de 200 seres humanos, em estudo realizado pelo Instituto Pasteur. Os resultados foram positivos porque não houve reações significativas de ordem alérgica ou nervosa. Além disso, na média dos pacientes, a nova vacina estimulou níveis de anticorpos 30 vezes maiores do que os considerados necessários pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para neutralizar o vírus da raiva no organismo. O objetivo inicial é produzir aproximadamente três milhões de doses da vacina por ano, quantidade suficiente para atender à demanda nacional. O custo estimado para cada dose é de US$ 5,00, cerca de 30% menos do que o preço pago atualmente pelo governo federal. Hoje, a vacina importada da França é apenas testada e rotulada pelo Butantã. O último caso de raiva humana no Estado de São Paulo foi registrado em 2001. O tratamento também se modernizou. Atualmente, são necessárias apenas cinco doses da vacina no braço para ficar imune à doença após exposição à mordida de cães, gatos ou morcegos. Antigamente, era preciso tomar cerca de 40 doses na barriga.

Agencia Estado,

14 de março de 2006 | 12h01

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