Amanda Perobelli/Reuters
Amanda Perobelli/Reuters

Butantã diz que vai entregar Coronavac ao governo federal assim que receber aval da Anvisa

Pedido foi feito pelo ministério após Índia ter informado que não vai liberar 2 milhões de doses de imunizante de Oxford

Anne Warth, O Estado de S.Paulo

15 de janeiro de 2021 | 22h02

O Instituto Butantã informou nesta sexta-feira, 15, que entregará a totalidade de doses de vacinas requeridas pelo governo federal assim que receber autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O ofício é uma resposta ao Ministério da Saúde, que cobrou a entrega "imediata" de seis milhões de doses da Coronavac, produzidas pelo Butantã, em parceria com a chinesa Sinovac.

 O pedido foi feito pelo governo federal após a Índia ter informado que não vai atender ao pedido de liberação de dois milhões de doses de vacinas da AstraZeneca/Oxford. O Ministério da Saúde contava com esses imunizantes para começar a vacinação contra a covid-19 em 20 de janeiro.

“Entregaremos a totalidade das doses requeridas; e solicitamos que V. Senhoria nos informe o quantitativo a ser destinado ao Estado de São Paulo para que o mesmo seja entregue imediatamente ao CDL-SES-SP como de praxe para as demais vacinas produzidas pelo Instituto Butantan”, diz o ofício.

“Por fim, ressaltamos que a disponibilização deverá ocorrer tão logo seja concedida a autorização pela agência reguladora”, acrescenta o documento. A Anvisa deve decidir no domingo, 17, se libera o uso emergencial da Coronavac e da vacina de Oxford. Até lá, estes imunizantes deveriam ficar sob guarda do Butantan e da Fiocruz.

 O documento foi enviado ao diretor do Departamento de Logística em Saúde do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, e é assinado por três autoridades da Fundação Butantã: o diretor-presidente, Rui Curi, o superintendente Reinaldo Noboru Sato e o diretor Dimas Tadeu Covas.

 No ofício, o Butantã pede, no entanto, que o governo federal informe o quantitativo de vacinas que será destinado ao Estado de São Paulo, questiona a data e horário em que será iniciada a campanha de vacinação "simultaneamente" em todo o País. “Aguardamos orientação de V. Senhoria quanto ao início da campanha de vacinação, com confirmação de data e horário definidos, considerando que deverá ocorrer simultaneamente em todos os Estados do Brasil”, diz o documento. 

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