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Butantan descobre sapo-cururu que lança veneno espontaneamente

Ao contrário dos outros anfíbios, que expelem veneno somente após sofrerem um ataque, o Rhaebo guttatus, tem um mecanismo diferenciado

Estadão.com.br,

13 de março de 2012 | 12h50

Pesquisadores do Instituto Butantan, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo na capital paulista, descobriram um sapo que possui comportamento predatório, o que até então era completamente incomum nesses animais.

Ao contrário dos outros anfíbios, que expelem veneno somente após sofrerem um ataque, o Rhaebo guttatus, espécie encontrada na Amazônia e semelhante ao sapo Cururu, tem um mecanismo de veneno ativado voluntariamente.

O estudo, feito na Amazônia por cerca de um ano, revelou que o animal, por meio de movimentações corporais que causam a compressão do paratóide (glândulas que armazenam o veneno), esguicha o veneno a uma altura de quase dois metros.

Ao efetuar um ataque, o sapo libera uma substância com propriedades inflamatórias, capaz de causar complicações neurotóxicas, cardiotóxicas, edemas pulmonares, problemas no sistema digestivo ou até mesmo levar o predador a óbito.

"Essa descoberta pode revolucionar o estudo dos anfíbios, pois jamais se imaginou um sapo com esse tipo de comportamento. Além de contribuir com nossos estudos, reacende o folclore de que esses animais só atacam seu predador voluntariamente", relata o Diretor do Laboratório de Biologia Celular, Carlos Jared.

 

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