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Butantan espera definição da China sobre insumos da Coronavac nesta sexta

Novos ataques do governo paralisaram a logística de entrega do IFA, desde abril

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2021 | 22h30
Atualizado 13 de maio de 2021 | 22h30

Em entrevista à Rádio Eldorado, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que a China deve responder até esta sexta-feira, 14, se enviará a matéria-prima contratada para permitir a retomada da produção da Coronavac no Brasil. Na quarta-feira, 12, o governo paulista se reuniu com a autoridades chinesas para alinhar o cronograma. A logística de entrega do IFA está paralisada desde abril, após novos ataques do governo ao país.

O presidente do Butantan afirmou que o último lote de vacinas será entregue nesta sexta-feira, 14: "São insumos que já deveriam estar aqui em solo brasileiro, por que nesse momento não temos matéria-prima para continuar a produção".

"Nesse momento, não temos autorização do governo da China para importar as vacinas da China. Estamos com intensas negociações com a embaixada aqui no Brasil e com o governo da China através da embaixada brasileira em Pequim."

Segundo Dimas Covas, os papéis que autorizam a importação ainda não foram assinados, mas "o embaixador chinês prometeu resposta ao governador Dória ainda nessa semana".

Na quarta-feira, 12, o Instituto Butantan entregou mais um milhão de doses da coronavac, vacina contra a covid-19, ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. Com isso, a primeira etapa do contrato entre o governo de São Paulo e o governo federal está concluída. Ao todo, foram entregues 46,1 milhões de doses da vacina desde janeiro.

Outro contrato prevê a entrega de 54 milhões de doses à campanha nacional de imunização até o final de setembro. Para fabricá-las, o Butantan depende da chegada de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) produzido na China. O governador João Doria falou que o estoque de insumos deve acabar nesta sexta-feira, 14, e não há previsão para a chegada de uma nova remessa.

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