Butantan recebe amostra do vírus da gripe aviária

O Instituto Butantan, de São Paulo, recebeu da Organização Mundial de Saúde (OMS) a cepa do vírus H5N1, causador da gripe aviária, o que propiciará a produção da primeira vacina contra a doença na América Latina. A expectativa do Butantan é fabricar, pelo menos, cerca de 20 mil doses do produto em 2006, a partir do resultado positivo nos trabalhos de pesquisa e testes de eficácia. A cepa recebida da OMS veio do National Institute for Biological Standards and Technology. A partir dela, serão realizados ensaios em animais e seres humanos para se chegar à versão final da vacina. A Secretaria da Saúde do Estado informa, por meio da assessoria, que a substância será produzida numa fábrica que entrará em operação no segundo semestre deste ano, com um orçamento de R$ 49 milhões. O governo de São Paulo investirá R$ 19 milhões para dar início ao projeto e outros R$ 30 milhões serão aplicados pelo Ministério da Saúde para aquisição de equipamentos. Trata-se da primeira unidade do Hemisfério Sul destinada à produção de vacina contra a gripe comum, o que permitirá depois a produção da substância para prevenir a gripe aviária. O empreendimento prevê a contratação de 60 profissionais especializados. Além do medicamento contra a gripe, o Butantan também desenvolverá imunizantes contra rotavirus, HPV, coqueluche e hepatite B (juntas em apenas uma vacina), peneumonia e também vacinas pertussiss (contra a coqueluche) e DTP-hepatite B - hemophilus B. A produção conta com a parceria inédita do Butantan com o Instituto de Saúde dos Estados Unidos, um dos mais conceituados do mundo. "A nova fábrica paulista e a produção de novas vacinas colocarão o Brasil entre os principais produtores do mundo", afirma o secretário da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, conforme a assessoria.

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