Cabral defende fechamento de hospital que pode tratar dengue

Único hospital de infectologia 'não faz falta', diz governador do Rio sobre Instituto Estadual de Infectologia

Alexandre Rodrigues, de O Estado de S. Paulo,

29 de março de 2008 | 12h55

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), disse que a paralisação do único hospital de infectologia do Rio não faz falta ao combate da epidemia de dengue que assola o Estado, principalmente a capital. O Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião, construído no século 19 na zona portuária, está funcionando com menos de 20% de sua capacidade. "Aquilo era um caos, uma desorganização. Um prédio completamente desestruturado, longe de tudo."  Veja também:  Especial - A ameaça da dengueEmbrapa desenvolve inseticida para morador usar em criadouroJuíza determina que SUS garanta vaga para doenteDengue atinge status de epidemia no RioTemporão demonstra preocupação com dengue tipo 4Epidemia de dengue ameaça 30 cidades do País Para o governador, não houve equívoco de seu governo ao fechar o hospital e impedir de concretizar a sua transferência para o prédio da Beneficência Portuguesa, no Catete, que ainda será comprado. Cabral também criticou o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio, Jorge Darze, que classificou ontem no Estado o fechamento do hospital como um crime contra a saúde pública. "Acho que o sindicato neste momento tinha que estar mobilizando os médicos". O governador inaugurou ontem mais uma tenda de hidratação. São 24 poltronas para soro para crianças, instaladas ao lado de um hospital infantil em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Até ontem, 54 mortes por dengue foram confirmadas. Cabral disse concordar com a decisão da Justiça de obrigar os governos estadual e municipal a oferecer um leito aos pacientes com dengue em 24 horas, mesmo que tenham que o SUS tenha que pagar por um na rede privada. O governador disse não saber se o instrumento será necessário e informou que o Hospital Israelita ofereceu leitos para doentes da rede estadual. O secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, ressaltou que os hospitais privados também estão sobrecarregados.

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