Nacho Doce/Reuters
Nacho Doce/Reuters

Número de casos de aids no País cai 7,7% entre 2014 e 2016

Os índices ainda são altos e estão próximos do que era relatado na década passada; jovens são a maior preocupação

Lígia Formenti, O Estado de S.Paulo

01 Dezembro 2017 | 17h24
Atualizado 01 Dezembro 2017 | 22h59

BRASÍLIA - O número de casos de aids está em queda no Brasil. Em 2016, foram registrados 38.090 pacientes com a doença, 7,7% a menos do que havia sido relatado em 2014, quando foram notificadas 41.279 ocorrências. O número foi apresentado nesta sexta-feira, 1º, Dia Mundial de Luta contra a Aids, pelo Ministério da Saúde, como sinal de avanço no tratamento da doença. 

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Foi em 2014 que o País liberou o uso de remédios antiaids para todas as pessoas que vivem com HIV, independentemente da situação do sistema imunológico. Até então, a terapia era ofertada em casos em que os números de células de defesa e carga do HIV circulante atingiam determinado patamar. Embora sejam comemorados, os índices ainda são altos e estão próximos do que era relatado na década passada. Em 2006, por exemplo, havia no País 37.158 pessoas com aids.

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Os dados mostram que a epidemia continua a avançar entre a população masculina, sobretudo jovem. Atualmente, para cada caso identificado entre mulheres, outros 2,2 são confirmados entre homens. Na faixa etária entre 15 a 19 anos, a detecção por HIV quase triplicou entre o grupo masculino: são 6,7 casos para cada 100 mil habitantes. A notificação por HIV ocorre quando a pessoa tem o vírus. Já os casos de aids são contabilizados quando o paciente com o vírus procura o serviço de saúde com uma doença oportunista. 

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Vulneráveis

No ano passado, foram 37.884 diagnósticos de pessoas com HIV, ante 36.360 identificados em 2015. A diretora do Departamento de IST, HIV/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken, afirmou que o aumento de casos de HIV não pode ser atribuído a uma falha na prevenção. “Houve avanço no diagnóstico, o que é uma boa notícia.”

Para tentar frear o avanço de novas infecções, a pasta lança a prevenção combinada. A estratégia oferece um cardápio de alternativas, além do já conhecido preservativo. Uma delas é a terapia pré-exposição (Prep), em que medicamentos antirretrovirais (que impedem a multiplicação do vírus) são usados de forma contínua não para tratar o HIV, mas evitar o contágio.

A Prep passará a ser ofertada este mês. A terapia estará disponível em 22 cidades na primeira etapa e apenas para pessoas consideradas vulneráveis, como homens que fazem sexo com homens, travestis, casais em que apenas um parceiro é soropositivo e profissionais do sexo. 

 

 

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