WERTHER SANTANA/ESTADÃO
WERTHER SANTANA/ESTADÃO

Prefeitura de SP muda datas de vacinação contra covid após dizer que manteria calendário

Gestão afirma fazer escalonamento de faixas etárias dentro do cronograma incialmente proposto pelo Estado; capital suspendeu aplicação de doses na terça, mas secretário mantém meta de vacinar adultos até setembro

Mariana Hallal, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2021 | 10h42
Atualizado 22 de junho de 2021 | 18h15

A vacinação contra a covid-19 será retomada na capital paulista na quarta-feira, 23, após a campanha ser suspensa na terça-feira, 22, por falta de doses. O secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, disse ao Estadão que os pontos de vacinação estão sendo reabastecidos com 181,8 mil doses de Coronavac (primeira dose) e 30 mil de AstraZeneca (segunda dose). Apesar de Aparecido ter afirmado que a suspensão não vai atrasar o calendário de vacinação, o cronograma para as pessoas de 44 a 48 anos foi alterado.

No início da manhã desta terça, a Prefeitura havia divulgado um novo calendário com alteração nas datas de vacinação das pessoas entre 46 e 48 anos. Horas depois, o cronograma foi alterado novamente. Agora, as mudanças também abrangem quem tem 44 e 45 anos. Veja as novas datas:

  • 49 anos: 23/06 (quarta-feira)
  • 48 anos: 24/06 (quinta-feira)
  • 47 anos: 25/06 (sexta-feira)
  • 46 e 45 anos: 28/06 (segunda-feira)
  • 44 e 43 anos: 29/06 (terça-feira)
  • 42 anos: 30/06 (quarta-feira)
  • 41 anos: 05/07 (segunda-feira)
  • 40 anos: 08/07 (quinta-feira)

Segundo o secretário Edson Aparecido, as mudanças não devem refletir no restante do cronograma. “Nós acreditamos que o PNI vai conseguir manter o abastecimento (de vacinas) e nós vamos manter o calendário”, disse em entrevista à Rádio Eldorado. O calendário da cidade está de acordo com o cronograma proposto pelo governo do Estado, que prevê a vacinação da faixa de 43 a 49 anos entre 23 e 29 de junho. 

No início do mês, o governador João Doria (PSDB) havia anunciado que pretende vacinar todos os paulistas até outubro. Poucos dias depois, antecipou o calendário e prometeu todos os moradores do Estado acima de 18 anos com 1ª dose até setembro. No Rio Grande do Sul, o governador Eduardo Leite (PSDB) fez a mesma previsão. Já o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), pretende vacinar os adultos até o fim de agosto e fala em imunizar adolescentes no mês seguinte. Nesta segunda-feira, 21, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que pretende, até setembro, aplicar a 1ª dose em todos os brasileiros com mais de 18 anos. 

Relembre

Na segunda-feira, a maior parte das Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade de São Paulo já relatavam falta de doses da vacina contra a covid-19. Nesta terça, a imunização foi oficialmente suspensa na capital. 

Segundo o secretário municipal de Saúde, a campanha de vacinação bateu “recorde absoluto” de doses aplicadas nos últimos dias. Entre segunda e quarta-feira da semana passada, mais de 1,2 milhão de pessoas foram vacinadas com a primeira dose na capital. Aparecido disse que 93% das pessoas de 50 a 59 anos já tomaram a vacina na cidade.

A gestão Jair Bolsonaro tem sido duramente criticada pela demora na compra de imunizantes e por desencorajar a vacinação, colocando em dúvida a eficácia e a segurança dos produtos.  Eventual omissão nas medidas para conter a crise sanitária e a postura negacionista do presidente são alvos da CPI conduzida pelo Senado. 

Nesta semana, outras quatro capitais também suspenderam a aplicação da 1ª dose da vacina, diante da escassez de estoque do imunizante. Com nova alta de casos e média superior a dois mil mortos pelo vírus, especialistas têm defendido a aceleração da vacinação e apontado os riscos do relaxamento precoce das medidas de distanciamento social. 

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