Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Campanha de vacinação contra a febre amarela é ampliada na capital

Todas as Unidades Básicas de Saúde vão aplicar as doses; em 53 municípios, mutirão deve ser encerrado hoje

Paula Felix, O Estado de S. Paulo

16 Março 2018 | 10h21

SÃO PAULO - A campanha de vacinação contra a febre amarela realizada na capital será ampliada para todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) a partir da próxima segunda-feira, 19. A ação estava sendo realizada em 54 distritos e vai atingir os 96 distritos da capital. O mutirão vai se estender até 30 de maio.

Entre setembro do ano passado e esta quinta, 15, 5.837.122 pessoas foram imunizadas. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, a cobertura vacinal é de 49,9% da população. Desde 25 de janeiro, quando a campanha com doses fracionadas teve início, foram aplicadas 2.413.071 doses. Há o registro de oito casos de febre amarela contraídos na cidade.

 A secretaria informou que 59 unidades de saúde vão fazer plantão de vacinação neste sábado, 17.

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Nos demais 53 municípios do Estado que fazem parte da campanha, a ação deve ser encerrada nesta sexta-feira, 16. Iniciada no dia 25 de janeiro e com previsão inicial de terminar no dia 2 de março, ela já foi prorrogada e tem a meta de imunizar 9,2 milhões de pessoas.

Em balanço divulgado na semana passada, a Secretaria de Estado da Saúde informou que 7 milhões de pessoas receberam as doses no Estado. Ainda não há informações sobre a possibilidade de a campanha ser prorrogada novamente.

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O mutirão está usando doses fracionadas para imunizar a população, conforme orientação do Ministério da Saúde e, de acordo com a pasta, 6,9 milhões de doses fracionadas já foram aplicadas. A dose padrão está sendo ofertada para crianças menores de 2 anos, pessoas que vão viajar para locais que exigem a vacina e gestantes que moram em áreas de risco.

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A secretaria informou que a região com menor cobertura vacinal é a Baixada Santista (41,9%).

Mairiporã e Atibaia lideram o número de casos da doença, com 43,2% e 15,9% das infecções, respectivamente. Até o último dia 9, o Estado contabilizava 326 casos autóctones de febre amarela silvestre e 116 óbitos. Casos de febre amarela urbana não são registrados no Brasil desde 1942.

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