TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO
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Campanha de vacinação contra a gripe começa nesta segunda em todo o País

Poderá tomar a vacina quem pertence ao grupo prioritário, considerado mais suscetível ao agravamento de doenças respiratórios; no dia 12 de maio, começa a imunização para o restante da população

O Estado de S.Paulo

23 Abril 2018 | 08h09

A campanha de vacinação contra a gripe tem início nesta segunda-feira, 23, em todo o País. A mobilização nacional termina no dia 1º de junho e não haverá prorrogação. Poderá tomar a vacina quem pertence ao grupo prioritário, considerado pelo Ministério da Saúde mais suscetível ao agravamento de doenças respiratórios. A meta do governo federal é imunizar 54 milhões pessoas do grupo prioritário.

Podem se vacinar pessoas acima de 60 anos, crianças com idade entre seis meses e cinco anos, trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade – entre eles, adolescentes de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas - e funcionários do sistema prisional.

De acordo com o Ministério da Saúde, também estão aptos a se imunizar os portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais. Este público deve apresentar uma prescrição médica no ato da vacinação. 

Os pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) também poderão se dirigir aos postos de saúde em que estão registrados para receber a vacina, sem a necessidade de prescrição médica.

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Por determinação da Organização Mundial da Saúde, a vacina protege contra três subtipos do vírus da gripe que mais circularam em 2017 no Hemisfério Sul: A/H1N1; A/H3N2 e influenza B. O governo federal adquiriu 60 milhões de doses da imunização que estão sendo entregues em etapas aos estados. 

 

Dia D

O Ministério confirmou ainda que no dia 12 de maio ocorrerá o Dia D, uma mobilização nacional pela imunização. Na data, estarão abertos os 65 mil postos de vacinação. 

Segudo o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, a meta é vacinar 100% da população. “É importante reforçar que adquirimos vacina disponível para todas as pessoas que fazem parte do público-alvo. No ano passado não faltou vacina e, neste ano, também não faltará", disse. 

 

São Paulo

Nos postos de saúde da capital paulista, a imunização será aplicada em etapas. Nesta primeira fase, o foco será em profissionais de saúde, indígenas e cidadãos acima de 60 anos, grupo prioritário que corresponde a 54 milhões pessoas no Brasil.

A partir de 2 de maio, serão incluídas as crianças com idade entre 6 meses e 5 anos de idade, as gestantes e as puérperas (mulheres que estão no período de até 45 dias após o parto).

A terceira fase da campanha começa no dia 9 de maio, quando será a vez dos portadores de doenças crônicas (cardiopatias, diabetes, HIV positivo e imunodeprimidos) e outras comorbidades, além de professores.

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Reações adversas

Após a aplicação da vacina, podem ocorrer, de forma rara, dor, vermelhidão e endurecimento no local da injeção. Os efeitos costumam passar em 48 horas.

A vacina é contraindicada para pessoas com histórico de reação anafilática prévia em doses anteriores ou para pessoas que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados. É recomendado que pessoas com esse perfil busquem orientação médica antes de tomar a vacina.

Prevenção

A transmissão dos vírus influenza se dá por contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz). 

Para se prevenir, o Ministério da Saúde orienta a lavar as mãos várias vezes ao dia, cobrir o nariz e a boca com lenço descartável ao tossir ou espirrar, não compartilhar objetos de uso pessoal e evitar locais com aglomeração de pessoas.

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