Camila Domingues/Palácio Piratini
Camila Domingues/Palácio Piratini

Campanha de vacinação contra a gripe vai começar por idosos e trabalhadores da saúde

Programada para começar em 13 de abril, o Ministério da Saúde antecipou o atendimento para 23 de março devido ao surto do novo coronavírus

Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

09 de março de 2020 | 19h54

BRASÍLIA - O governo federal decidiu começar pelos idosos e trabalhadores da área da saúde a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe, que será antecipada para o dia 23 de março. De acordo com o Ministério da Saúde, a ação será realizada em todas as regiões do País ao mesmo tempo.

De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde da pasta, a segunda etapa da campanha de vacinação, prevista para ocorrer a partir de 16 de abril, contemplará professores e profissionais das forças de segurança e salvamento.

Na terceira fase, a partir de 9 de maio, entrarão os demais (crianças de seis meses a menores de seis anos, doentes crônicos, pessoas com mais de 55 anos, grávidas, mães no pós-parto, população indígena e portadores de condições especiais). A mobilização nacional para o "Dia D" da vacinação contra a Influenza está marcada para o dia 9 de maio.

Nesta segunda-feira, 9, o Ministério da Saúde informou que o número de casos confirmados do novo coronavírus no País permaneceu em 25 de ontem para hoje. O dado foi fechado ao meio-dia desta segunda-feira. A expectativa é que o número cresça no balanço que será feito amanhã, uma vez que o Rio de Janeiro confirmou cinco novos casos no Estado.

Enquanto isso, o número de casos suspeitos aumentou 40% entre domingo e segunda, passando de 663 para 930. Outros 53 casos foram descartados, totalizando 685 pessoas que foram testadas, mas não apresentaram resultado positivo para o Covid-19 no Brasil.

Até o momento, há 101 países no mundo com registros do novo coronavírus. São cerca de 100 mil casos no total, dos quais 80,8 mil estão na China. A letalidade total é de 3,4%. Desses países, o Brasil monitora toda a América do Norte, Europa e Ásia. O País acompanha com mais atenção a situação da Argélia, Austrália e Equador.

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