Eduardo Saraiva/Divulgação
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Campanha contra a gripe H1N1 em SP deve imunizar 13 milhões

Antecipada pelo surto da doença, medida vai atender inicialmente profissionais de saúde para depois ser expandida a grupos de risco

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

04 de abril de 2016 | 15h51

SÃO PAULO - A campanha de vacinação contra a gripe H1N1, iniciada nesta segunda-feira, 4, deve imunizar 13 milhões de pessoas no Estado de São Paulo até o mês de maio. Antecipada em um mês por causa do surto da doença, a medida vai atender inicialmente os profissionais de saúde para depois ser expandida para os grupos de risco.

A primeira fase da campanha, voltada para 532,4 mil profissionais de saúde da capital e Grande São Paulo, deve ir até a próxima sexta-feira, 8. Na sequência, o cronograma prevê ampliar a vacinação a partir do dia 11 para os grupos prioritários, entre eles crianças de seis meses a cinco anos, gestantes, idosos, doentes crônicos, indígenas, detentos e funcionários do sistema prisional. Já no interior, a campanha só deve começar no dia 30, conforme calendário original do Ministério da Saúde.

"É uma vacina tríplice (H1N1, H3N2 e o tipo B do vírus Influenza). A nossa meta é vacinar 13 milhões de pessoas até maio, ou no menor prazo possível", afirmou o governador Geraldo Alckmin (PSDB), na manhã desta segunda-feira, 4, ao participar do lançamento da campanha no Hospital das Clínicas, na zona oeste. Médico de formação, o governador aplicou vacina em dois funcionários da unidade.

"Começamos pelos profissionais de saúde porque eles precisam estar bem para poder atender a população. As recomendações vão mais até que a vacina: ambientes ventilados, lavar a mão várias vezes ao dia. Mas os profissionais de saúde estão entre aqueles mais expostos a riscos", disse Alckmin.

O surto de H1N1 já provocou a morte de 55 pessoas em São Paulo, segundo dados até o dia 29 de março da Secretaria de Estado da Saúde. O número é cinco vezes maior do que o registrado em todo o ano passado, quando dez pessoas morreram.

Para antecipar a produção e entregar parte das doses, o Instituto Butantã, responsável pelas vacinas na rede pública, chegou a adotar turnos extras de trabalho, com jornadas até de madrugada. De acordo com o secretário da Saúde, David Uip, o número de vacinas pode aumentar. "Temos 13  milhões de doses disponíveis, mas se for necessário teremos mais", afirmou.

 

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