Campanha quer limitar propaganda de 'junk food' para crianças

Segundo a OMS, 177 milhões de crianças no mundo estão ameaçadas por doenças relacionadas à obesidade

EFE

15 de março de 2008 | 11h39

Cerca de 50 grupos de defesa dos consumidores lançaram uma campanha para restringir a publicidade de "junk food" (comida rica em calorias e com péssima qualidade nutricional) destinada à população infantil. A campanha exige um código voluntário de boa conduta que seria assinado pelas empresas e que restringiria a publicidade desse tipo de produtos nesse meio e na internet.     Seus organizadores querem também que se coloque fim a anúncios da "junk food" em escolas e deixem de ser usados famosos ou personagens de desenhos animados com fins publicitários.     Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 177 milhões de crianças de todo o mundo estão ameaçadas por doenças relacionadas com a obesidade. A agência das Nações Unidas prevê que 2,3 bilhões de pessoas com mais de 15 anos sofrerão de obesidade até 2015.     A campanha contra a publicidade e outros métodos de promoção destes alimentos é apoiada por "International Obesity Task Force" (Grupo de Trabalho Internacional contra a Obesidade). A entidade culpa em boa medida do fenômeno os bilhões de libras gastos ao ano em publicidade de refrigerante ou alimentos doces, gordurosos ou salgados. "Desafiamos os gigantes da indústria alimentícia e da bebida para que apóiem nossa campanha e demonstrem que querem realmente fazer parte da solução e não do problema", disse o presidente desse grupo, Philip James, citado pela "BBC".     "Com o aumento da obesidade e das doenças relacionadas à dieta, as empresas do setor alimentício têm que ser mais responsáveis na hora de promover seus produtos entre o público infantil", afirma, por sua vez, Sue Davis, da organização Which?.

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