Divulgação/ A.C.Camargo Cancer Center
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Campanha usa grafites para alertar sobre o câncer de mama

Desenhos de nu feminino espalhados pela cidade receberam uma cicatriz simbolizando a cirurgia de retirada do seio

Fernanda Bassette, O Estado de S. Paulo

31 de outubro de 2013 | 16h40

Desde o meio do mês de outubro, vários grafites espalhados pela cidade de São Paulo que ilustram o nu feminino estão em campanha contra o câncer de mama. Os desenhos receberam um papel do tipo lambe-lambe por cima de um dos seios da mulher retratada, simbolizando a mastectomia (cirurgia para retirada do seio) e foram acompanhados da frase "qualquer mulher pode ser vítima do câncer de mama".

A ação, que recebeu o nome de "Tinta contra o câncer", foi lançada pelo hospital A.C.Camargo Cancer Center e idealizada pela agência JWT Brasil para celebrar o Outubro Rosa - campanha promovida anualmente neste mês com o objetivo de conscientizar as mulheres sobre a prevenção e a importância do diagnóstico precoce da doença.

"Existem várias ações de combate ao câncer de mama no mês de outubro. Nossa ideia era interagir com o tema. O grafite é a arte mais popular da cidade de São Paulo. Então, a ideia foi aproveitar essa arte para expressar a campanha", explica Ricardo John, Chief Creative Officer (CCO) da JWT Brasil.

Para colocar a campanha na rua, durante três semanas a equipe fez um mapeamento de todos os grafites da cidade que retratavam mulheres nuas - foram encontrados sete e outros dois foram encomendados. Os artistas foram procurados para saber se concordavam em participar da campanha e houve total adesão.

A escolha por retratar a cicatriz provocada pela retirada da mama tem um objetivo: salientar para a mulher que ela é muito mais do que só um seio. "A cirurgia deixa marcas, sim. Mas uma cicatriz onde antes estava um seio não representa uma derrota e sim a confiança em superar a doença", explica Maria do Socorro Maciel, diretora de Mastologia do hospital.

John diz ainda que a campanha no grafite atinge toda a população e não apenas as mulheres. "Os homens, crianças, namorados, idosos, filhos, todo mundo vê e pode se tornar um agente disseminador da mensagem. O grafite acaba se tornando um outdoor", afirma.

Apesar de o mês de outubro terminar hoje, dia 31, a campanha não tem data para a acabar. A ideia é que ela se desfaça sozinha, com a degradação natural do papel lambe-lambe por causa da ação do sol e da chuva.

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