GABRIELA BILO / ESTADAO
GABRIELA BILO / ESTADAO

Campanha vacina mais de 70% das crianças contra pólio e sarampo em SP

Meta na capital paulista é imunizar 95% do público-alvo, que vai de 1 ano a menores de 5 anos; Estado alerta para vacinação de crianças de 1 ano, cuja cobertura vacinal ainda está em 55%

Paula Felix, O Estado de S.Paulo

27 Agosto 2018 | 19h49

SÃO PAULO - Na última semana da campanha nacional de vacinação contra o sarampo e a poliomielite, destinada a crianças de 1 ano a menores de 5 anos, a capital paulista ainda não alcançou a meta de imunizar 95% do público-alvo, mas superou os 70%. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, desde o dia 4 até esta segunda-feira, 27, foram aplicadas 846.629 doses das vacinas, das quais 425.318 foram contra a poliomielite e 421.311 da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

"Os números representam cobertura de 71,8% para pólio e de 71,2% da tríplice viral, índice abaixo da meta a Secretaria Municipal da Saúde de imunizar 95% do público-alvo. Para ampliar a adesão, a secretaria tem adotado estratégias para facilitar o acesso à população, como a instalação de postos volantes e a mobilização em escolas de ensino infantil", informa a pasta.

No Estado, cerca de 675 mil crianças ainda precisam ser imunizadas e a preocupação maior é com a faixa de 1 ano. "Alerta especial é direcionado aos pais com crianças com 1 ano de idade, faixa que ainda apresenta 55% de cobertura para ambas as doenças. Entre os demais, de 2 a menores de 5 anos, a cobertura é superior a 70%", informa a secretaria.

De acordo com a pasta, foram vacinadas 1.548.862 crianças contra a pólio e 1.528.214 contra o sarampo. A meta é imunizar 2,2 milhões de crianças no Estado. "Para atingir o total do público-alvo, ainda é preciso aplicar 654.102 doses da vacina contra paralisia infantil e 674.750 contra sarampo. Por isso, é fundamental que os pais ou responsáveis levem as crianças que ainda não foram vacinadas aos postos."

Há 30 anos não são registrados casos de poliomielite no Estado e, desde 2000, não são contabilizados casos autóctones de sarampo.

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