Câncer lidera recusa de planos de saúde

Câncer, moléstias do coração e aids são as três doenças que lideram o ranking de ações judiciais movidas por usuários contra planos de saúde particulares em todo o Estado de São Paulo. "A Lei de Planos de Saúde atual é ruim e precisa ser revista", diz o sanitarista Mário Scheffer, cuja dissertação de mestrado defendida na Faculdade de Medicina da USP analisou ações judiciais movidas por clientes de planos de saúde relacionadas à negação de coberturas assistenciais. "Os contratos antigos têm mais problemas, mas os novos também. Na hora de um atendimento mais caro e especializado, o paciente pode ter surpresas." Amil em primeiro lugar - Foram estudadas 735 decisões judiciais julgadas em segunda instância pelo Tribunal de Justiça do Estado entre janeiro de 1999 e dezembro de 2004. Dentre as operadoras mais citadas pelos usuários estão a Amil (10,9%), SulAmérica (10,5%), Golden Cross (9,4%), Bradesco (8,9%), Centro Trasmontano (6,5%), Marítima (4,5%), Classes Laboriosas (4,1%), Blue Life (3,6%). Samcil (3,6%); Unimed São Paulo (já liquidada - 2,3%), Porto Seguro (2,2%); São Cristóvão (2,1%), Golden Shield (1,9%), Itaú Seguros (1,5%) e Omint (1,5%). "A Justiça é, às vezes, a última instância que o usuário procura para pedir o ressarcimento do dinheiro gasto no tratamento. O paciente costuma recorrer antes ao Serviço Único de Saúde", diz Scheffer. A Justiça foi favorável aos usuários em 73,5% dos casos analisados e 20,4%, aos planos.

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