Câncer matará 7,6 milhões em 2007, diz estudo

Estudo afirma ainda que em 2050 o número de mortos chegará a 27 milhões apesar de avanços

Efe,

17 de dezembro de 2007 | 04h14

O câncer causará 7,6 milhões de mortes em todo o mundo ao longo deste ano, revelou nesta segunda um relatório com dados preliminares fornecidos pela American Cancer Society (ACS).    Relatório completo (em inglês)   Esse número traduz uma média de 20 mil mortes a cada dia, acrescentou o relatório, que explicou que mais de 12 milhões de pessoas terão contraído a doença durante o ano.   O estudo afirma também que o número de mortos chegará a 27 milhões até 2050, apesar dos avanços atuais na luta contra o câncer.   Segundo os dados compilados pela Agência Internacional para Pesquisa do Câncer (Iarc, na sigla em inglês) e citados pela ACS, a doença representa um problema maior nos países em desenvolvimento.   O relatório calculou que nessas nações 6,7 milhões de pessoas terão contraído a doença até o fim do ano, com 4,7 milhões de mortes.   Nos países industrializados o número de novos casos será de 5,4 milhões, com 2,9 milhões de falecimentos.   "A presença do câncer aumentou nas nações em desenvolvimento na medida em que diminuíram as mortes por doenças infecciosas e por mortalidade infantil", disse Ahmedin Jemal, epidemiologista da ACS e um dos autores do relatório.   Jemal acrescentou que esse aumento torna-se mais evidente nesses países porque há maior longevidade das pessoas, que, por viverem mais, são vítimas em potencial da doença.   O especialista indicou que também pesou nesse aumento um fator cultural proveniente dos países industrializados, que influiu no modo de vida dos povos das nações em desenvolvimento.   "O câncer nesses países aumentou porque as pessoas começaram a adotar estilos de vida ocidentais, incluindo o cigarro, um maior consumo de gorduras saturadas, de alimentos de alto conteúdo calórico e um espaço de tempo menor para atividades físicas", completou.   Por outra parte, as chances de sobrevivência dos pacientes com câncer nos países em desenvolvimento são muito mais baixas que no mundo industrializado, devido à escassez de serviços de prevenção e de tratamento.   Por exemplo, a taxa de sobrevivência por cinco anos de uma criança diagnosticada com câncer na Europa ou na América do Norte é 75% mais alta que a taxa por três anos de uma criança nos países centro-americanos.   O relatório também revelou que a incidência dos diferentes tipos de câncer é diferente nos países industrializados e nas nações em vias de desenvolvimento.   Nessas últimas, os casos mais freqüentes de câncer neste ano foram os de pulmão, estômago e fígado nos homens, e de mama, colo do útero e estômago nas mulheres.   Entre os homens das nações industrializadas os casos mais comuns de câncer foram os de próstata e pulmão, além dos de colo-retal. Nas mulheres foram os de mama, colo-retal e pulmão.   Por outra parte, o relatório indicou que aproximadamente 15% dos casos de câncer registrados no mundo estão ligados a infecções. Esse tipo de caso ocorre três vezes mais nos países em desenvolvimento que nas nações industrializadas.

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