Divulgação / Governo do Estado de SP
Divulgação / Governo do Estado de SP

Candidata a vacina, CoronaVac tem efeito mais fraco em idosos

CoronaVac não causou efeitos colaterais graves em testes, mas níveis de anticorpos em participantes com mais de 60 anos foram ligeiramente mais baixos do que os observados em indivíduos mais jovens

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de setembro de 2020 | 18h32

   

PEQUIM - A empresa chinesa Sinovac Biotech informou nesta segunda-feira, 7, que a vacina que desenvolve contra a covid-19, no Brasil com apoio do Instituto Butantã, apresentou respostas imunológicas mais fracas em idosos (um dos públicos que especialistas defendem como de prioridade).

A candidata CoronaVac não causou efeitos colaterais graves em testes combinados de fase 1 e fase 2 lançados em maio envolvendo 421 participantes com pelo menos 60 anos, disse à Reuters Liu Peicheng, representante da mídia de Sinovac. Dos três grupos de participantes que tomaram respectivamente duas injeções de baixa, média e alta dose de CoronaVac, mais de 90% experimentaram alta significativa nos níveis de anticorpos, enquanto os níveis foram ligeiramente mais baixos do que os observados em indivíduos mais jovens, mas em linha com as expectativas, Liu disse.

A CoronaVac, testada no Brasil e na Indonésia no estágio final de testes para avaliar se é eficaz e segura o suficiente para obter aprovações regulatórias para uso em massa, já foi dada a dezenas de milhares de pessoas, incluindo cerca de 90% dos funcionários da Sinovac e suas famílias, como parte do esquema de vacinação de emergência da China para proteger as pessoas que enfrentam alto risco de infecção.

A vacina potencial pode permanecer estável por até três anos no armazenamento, disse Liu, o que pode oferecer à Sinovac alguma vantagem na distribuição da vacina para regiões onde o armazenamento não é uma boa opção.

Para Entender

Coronavírus: veja o que já se sabe sobre a doença

Doença está deixando vítimas na Ásia e já foi diagnosticada em outros continentes; Organização Mundial da Saúde está em alerta para evitar epidemia

Opção

Já a farmacêutica alemã BioNTech informou que, ao lado da americana Pfizer, foi autorizada a testar também na Alemanha a vacina que desenvolveram contra o novo coronavírus. Caso o teste clínico seja bem-sucedido, a expectativa é de que agências possam dar o aval regulatório até outubro. Assim, Pfizer e BioNTech preveem a possibilidade de administrar até 100 milhões de doses até o fim deste ano (e 1,3 bilhão até o fim de 2021). /COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Receba no seu email as principais notícias do dia sobre o coronavírus    

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.