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Capacidade de cruzar as pernas indica boa recuperação pós-derrame

Segundo estudo publicado na revista 'Neurology', aqueles capazes de cruzar as pernas nos primeiros 15 dias após sofrer derrame tiveram mais propensão a uma maior independência na vida diária

Efe

14 de outubro de 2011 | 09h34

WASHINGTON - As pessoas que são capazes de cruzar as pernas logo após sofrer um derrame cerebral são mais propensas a uma boa recuperação, segundo um estudo divulgado na última edição da revista Neurology, da Academia Americana de Neurologia.

 

"Apesar de ter sofrido severos derrames que deixaram ligeira perda de movimento e até consciência reduzida, nos demos conta de que algumas pessoas ainda eram capazes de cruzar as pernas, algo que não é tão fácil como parece", explicou o autor da pesquisa, Berend Feddersen, da Universidade de Munique (Alemanha).

 

Aqueles capazes de cruzar as pernas nos primeiros 15 dias após sofrer derrame tiveram mais propensão a uma maior independência na vida diária, menos problemas neurológicos e menores taxas de mortalidade, de acordo com o estudo.

 

Participaram da pesquisa 68 pessoas que tinham sofrido derrame cerebral e estiveram em terapia intensiva. Elas foram divididas em dois grupos, um com aquelas capazes de cruzar as pernas e outro com as que não eram, e sua evolução foi monitorada durante um ano.

 

Depois desse ano de pesquisa, observou-se que uma só pessoa (equivalente a 9%) morreu no grupo dos que podiam cruzar as pernas, em comparação com os 18 mortos (53%) do outro.

 

Além disso, os que conseguiam cruzar as pernas eram, um ano depois do derrame, capazes de caminhar sem ajuda e tinham incapacidade considerada "moderada". Já os do outro grupo ainda sofriam incapacidade "grave" e necessitavam de "atenção constante".

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