Werther Santana/Estadão - 24/02/2022
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Carnaval de sambódromo não traz preocupação epidemiológica, diz novo presidente do Conass

Em entrevista à Rádio Eldorado, Nésio Fernandes diz que eventos se assemelham a outros que já estão ocorrendo em todo o País

Italo Cosme, especial para o Estadão

21 de abril de 2022 | 00h06

Os desfiles de carnaval, previstos para ocorrer nos sambódromos do Rio e de São Paulo neste feriadão de Tiradentes, não devem impactar o quadro epidemiológico da covid-19 no País. A projeção é de Nésio Fernandes, novo presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), feita nesta quarta-feira, 20, em entrevista à Rádio Eldorado.

Para Fernandes, os eventos se assemelham a outros que já estão ocorrendo em todo o País. Neste momento, segundo ele, uma única atividade econômica e social sozinha, em um período de uma ou duas semanas, não tem potencial de descontrolar a pandemia. 

“Nós temos uma vacinação que avançou muito bem em todo o País e que já vem apresentando seus resultados de uma queda sustentável de internações, óbitos e novos casos nas últimas semanas”,  justificou o secretário de saúde do Espírito Santo. 

Fernandes reforçou ainda que a situação para grandes eventos sociais pode melhorar ainda mais caso a vacinação contra a covid avance. “Nós ganhamos muito mais em avançar na vacinação do que proibir o carnaval AD ETERNUM.” E completou o presidente do Conass:  “nós já temos uma um uma situação onde de quarta a sábado, praticamente em todos os estados em quase todos os municípios, temos atividades festivas.”

Neste feriadão de Tiradentes, as escolas de samba voltam à avenida após dois anos por conta da covid-19. No Rio, as agremiações se apresentam na Marquês de Sapucaí. Enquanto em São Paulo, o Sambódromo do Anhembi abre alas aos espetáculos. Apesar da recomendação contrária por parte dos gestores municipais, blocos de rua devem sair em ambos os locais. Festas privadas também devem ocorrer.

FIM DO ESTADO DE EMERGÊNCIA  

Nésio Fernandes também comentou o anúncio feito pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, de que pretende decretar o fim do estado de emergência da pandemia de covid-19. "Esse é um assunto que a gente precisa ter muito zelo e é um dos temas que deve ser tratado nessa transição, que a gente chama de plano de comunicação de risco. Precisamos ressignificar a forma como comunicamos a pandemia para a população, porque a percepção de risco das pessoas com o coronavírus tem tido um comportamento que a gente já reconheceu. Sempre quando cai aquelas curvas de casos e óbitos, a população relaxa nas medidas protetoras e não procura o teste", disse.

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